O líder espiritual gravataiense Mestre Lukas de Bará da Rua foi um dos destaques da edição 2026 do Oscar Africanista, considerado um dos principais eventos voltados às religiões de matriz africana na América Latina. Realizada no último sábado (6/6), em Passo Fundo, a cerimônia reuniu mais de 500 participantes e concedeu ao sacerdote três importantes reconhecimentos: o Oscar Africanista, o título de Comendador Afroconesul e o prêmio Destaque da Noite, acompanhado do colar de Mestre de Alta Magia.
Promovida pelo Conselho Federativo dos Cultos Afro-Umbandistas da América do Sul (Afroconesul), a homenagem concedida a Mestre Lukas reconhece uma trajetória de mais de 20 anos de atuação religiosa e social. Natural de Gravataí, ele se tornou conhecido nacionalmente por sua atuação em defesa dos direitos dos povos de terreiro e pela criação da Nova Ordem de Lúcifer na Terra (N.O.L.T.), organização religiosa ligada à construção de um santuário dedicado a Lúcifer no município.
Ao receber as honrarias, o sacerdote destacou a importância do reconhecimento para sua trajetória: “É um reconhecimento maravilhoso do trabalho que a gente vem fazendo ao longo dos anos. A Afroconesul é uma associação muito respeitada no Brasil e fora do Brasil e hoje estar recebendo o Oscar Africanista, mais o Destaque da Noite e o título de Comendador da Afroconesul é maravilhoso. Fiquei muito contente”, afirmou Mestre Lukas.
A participação gravataiense no evento foi além da premiação de Mestre Lukas. Mais de 40 integrantes do Templo Mensageiros da Luz, fundado por ele em Gravataí, estiveram presentes na cerimônia entre praticantes, apoiadores e membros da comunidade religiosa. Três sacerdotes formados dentro do templo também receberam homenagens durante a noite.
Outro destaque foi Tata Hélio de Astaroth, cofundador da Nova Ordem de Lúcifer na Terra, que igualmente foi agraciado com o Oscar Africanista e uma premiação especial de destaque.
Durante o evento, lideranças religiosas ressaltaram a importância da liberdade de crença e do combate à intolerância religiosa. O presidente da Afroconesul e idealizador do Oscar Africanista, Mestre Tony Machado, destacou a necessidade de garantir respeito às diferentes manifestações religiosas existentes no país.
Representantes de outras casas religiosas também defenderam a valorização da diversidade espiritual e a efetiva aplicação dos princípios constitucionais relacionados à liberdade religiosa e à igualdade de tratamento entre diferentes crenças.
Além das homenagens, o Oscar Africanista teve como foco a valorização da ancestralidade, da preservação cultural e das tradições ligadas às religiões de matriz africana. Para os participantes, o reconhecimento concedido a Mestre Lukas simboliza não apenas sua trajetória pessoal, mas também a visibilidade conquistada por segmentos religiosos que historicamente enfrentam desafios relacionados ao preconceito e à intolerância.
*Foto: Divulgação.















