Aumentou para 26 o número de mortes por leptospirose relacionadas às enchentes de maio no Rio Grande do Sul, conforme informe epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (SES). A nova vítima é uma mulher de 68 anos, residente do município de São Jerônimo, que faleceu em 29 de maio após apresentar sintomas desde o final de abril.
Outros seis óbitos estão sob investigação. Desde o início da catástrofe, foram notificadas 7.129 suspeitas da doença, das quais 675 (9,5%) tiveram teste positivo.
Os casos fatais ocorreram em diversos municípios, incluindo Porto Alegre (4), Novo Hamburgo (2), Alvorada (2), Alecrim, Capela de Santana, Charqueadas, Estrela, Rio Grande, São Jerônimo, Pelotas, Venâncio Aires, Três Coroas, Travesseiro, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Igrejinha, Guaíba, Encantado, Canoas, Cachoeirinha e Viamão.
A leptospirose, doença bacteriana infecciosa aguda, é transmitida pelo contato direto ou indireto com a urina de animais infectados, especialmente ratos, em contato com a pele e mucosas. A bactéria pode estar presente em água ou lama contaminada, e os alagamentos aumentam a chance de infecção.
Os sintomas geralmente surgem de cinco a 14 dias após a contaminação, podendo se manifestar até 30 dias. Febre, dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo (especialmente nas panturrilhas) e calafrios são comuns. A orientação é procurar atendimento de saúde ao primeiro sinal de sintomas.
O governo gaúcho alerta para sintomas adicionais a serem observados por profissionais de saúde, como tosse, sensação de falta de ar, alterações urinárias, vômitos frequentes, icterícia, escarros com sangue, arritmias e alterações no nível de consciência. A leptospirose apresenta alta incidência em algumas áreas, com risco de letalidade que pode chegar a 40% nos casos graves.
A recomendação é evitar contato com água de enchentes. Se inevitável, usar luvas, botas de borracha ou sapatos impermeáveis, ou, na falta desses itens, sacos plásticos duplos sobre os calçados e mãos. Não ingerir água ou alimentos que possam ter sido contaminados. Pessoas com cortes ou arranhões devem evitar contato com água contaminada e proteger os ferimentos com bandagens.
Em caso de contato com água ou lama e apresentação de sintomas como dores de cabeça, dores musculares, febre, náuseas e falta de apetite, é essencial procurar uma unidade de saúde. Suspeitos com sintomas compatíveis com leptospirose provenientes de áreas inundadas devem iniciar tratamento imediato e coletar amostra para análise, que deve ser enviada ao Laboratório Central do Estado.















