Criador do fenômeno Paulinho Gogó, Maurício Manfrini traz o inédito show de humor “Só e bem acompanhado” para o Teatro do Sesc Gravataí (Rua Anápio Gomes, 1241), no dia 2 de novembro (abertura do local às 19h30). Os ingressos custam a partir de R$ 40 e estão à venda na unidade, e-commerce do Sesc/RS e plataforma Minha Entrada.
Com a fala mansa e tranquila, Maurício Manfrini é um exímio contador de histórias. Foram oito anos em turnê pelo país com o espetáculo “No Gogó do Paulinho”. Quando encerrou a longa temporada, ele não pensou em descanso. Pegou o gancho de um filme seu – “Top Love: Só e bem acompanhado” – e criou a peça que pretende rodar o Brasil.
Tanto no cinema, quanto no teatro, Gogó vai ficar sozinho. Mas não pensem que o ator e humorista vai enveredar no estilo dramático. Depois de perder sua Nega Juju para outro, Gogó não passa muito tempo na solidão. Afinal, os muitos amigos que tem, não deixam isso acontecer.
“Adaptei a ideia do teatro para o cinema e não foi fácil. Ali, estou sozinho também. Mas muito bem acompanhado da plateia, de amigos, da equipe técnica”, explica Manfrini. E já que “a amizade, nem mesmo a força do tempo irá destruir”, o artista segue por esse caminho. “Falo de coisas relacionadas às amizades do Paulinho. E como lida com situações que se depara nos dias atuais”, completa.
Dentre os muitos tipos do humor brasileiro, Paulinho Gogó é craque no que faz, afinal: “quem não tem dinheiro, conta história”. Algumas, podem beirar o absurdo, mas a leveza e a suavidade presentes nas colocações, fazem com que o riso saia fácil, sem precisar machucar ou ofender. “Vou tocar em assuntos que não se pode falar hoje em dia. Meu desafio é levar isso ao público de uma maneira divertida. Gogó vai descobrir que tem lugar de fala em diversos temas sensíveis. Ele é pobre, impotente, feio”, enumera Manfrini.
Sobre o comediante
Se somados os anos de teatro amador, Maurício Manfrini acredita ter quase quatro décadas de carreira. O registro profissional foi em 1994. Ator, humorista, locutor, dublador, músico, cantor e compositor, esse multiartista carioca, na verdade, tinha o sonho de ser jogador de futebol. “Eu jogava bem”, afirma. Fez testes no Volta Redonda, Botafogo e no seu time de coração, o Flamengo, mas machucou o joelho e abandonou a ideia.
Dali, começou o envolvimento com a música. Passeou no estilo galhofeiro dos Mamonas Assassinas; teve uma banda, a Todos Iguais, inspirada no grupo Nenhum de Nós, fez trilhas de peças infantis, vinhetas para o “Patrulha da Cidade”, programa histórico da carioca Rádio Tupi e, quando foi para a TV, compôs para seu personagem, Paulinho Tantan, na “Escolinha do Professor Raimundo”, da TV Globo.
No SBT, onde esteve por 17 anos no elenco do humorístico “A Praça É Nossa”, estabeleceu a fama nacional de Paulinho Gogó. Manfrini foi o responsável pelos musicais de entrada de Gogó e de outros personagens que dividiam com Carlos Alberto de Nóbrega o banco de praça mais famoso do Brasil. Maurício também fez os arranjos instrumentais das novelas SBT. “Carrossel”, “Cúmplices de um Resgate” e “Poliana” são algumas das tramas que contam com as criações do músico.
Quem pensa que sua primeira vez na TV foi com a saudosa turma da “Escolinha”, engana-se. Manfrini começou a lidar com as câmeras em um programa jornalístico, comandado por Wagner Montes. A partir daí, ele teve o prazer e a sorte de ter amizade com grandes nomes do humor brasileiro. Generosos e gigantes, cada um deles foi importante para a construção do artista múltiplo que consegue estar presente simultaneamente na TV, no teatro e no cinema.
Tutuca, Ronald Golias, Chico Anysio, Moacyr Franco, Pedro Bismarck, Rogério Cardoso, Carlos Alberto de Nóbrega e Dicró – padrinho do bordão mais famoso de Paulinho Gogó: “Quem não tem dinheiro, conta história” – são nomes importantes na carreira de Manfrini e que fizeram a diferença na forma como ele desenvolve sua linguagem de humor. São ótimos momentos com esse timaço, que estão em sua memória.
“Perguntei ao Golias se era necessário um humorista ter vários personagens? Ele disse que não, que ele mesmo tinha cinco ou seis, mas que o ideal era ter, pelo menos, um tipo verdadeiro, que as pessoas olhem e acreditem que existe. E na cabeça do público, o Paulinho Gogó existe. Elas me param, perguntam dos filhos, da Juju”, diverte-se.
Atualmente, apresenta o programa no canal Multishow “Bar do Gogó”, onde ele e seus fechamentos recebem convidados fantásticos para resenhas com samba da melhor qualidade.
*Com informações de AF Relações Públicas. Foto: Divulgação














