A votação expressiva obtida nas Eleições 2024 para a Câmara de Vereadores de Cachoeirinha surpreendeu Leonardo da Costa Silva. Com 3.117 votos, o filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) foi o vereador mais votado da cidade, já em sua primeira candidatura. Ambientalista, historiador e professor, o parlamentar de 26 anos ingressa na política com alguns feitos. É o segundo vereador mais votado da história de Cachoeirinha e também o mais jovem eleito em todos os pleitos para a Câmara.
“Acho que da mesma forma que eu não esperava um resultado assim, ninguém esperava. Fiquei muito feliz e realizado, vejo isso como o resultado de um trabalho conjunto com várias pessoas, desde 2019”, comenta Léo da Costa, que é membro do Coletivo Mato do Júlio, que atua na defesa da área, por meio de ações para preservação histórica e ambiental.
Com o pensamento de que o resultado nas urnas expressa um “recado de esperança” e a crença de que “uma nova cidade é possível”, o petista revela que o eixo central de sua atuação na Legislatura 2025/2028 será o meio ambiente. “A partir dele conectamos saúde, educação, mobilidade urbana, segurança pública e saneamento básico”, frisa. Já nos primeiros meses de mandato, Léo pretende focar em ações contra enchentes.
“Em janeiro é período de seca, o momento fundamental de fazer as manutenções, revitalização, e reestruturação do setor público antes da chuva de inverno”, explica. Nesse sentido, o vereador cita algumas medidas que são de extrema importância: revitalização do dique; manutenção das casas de bombas; planos de alerta para desastres e de drenagem municipal eficiente; reestruturação da Defesa Civil e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade.
Conforme o parlamentar eleito, também serão propostos projetos de educação ambiental transversais para alunos e professores da rede municipal. “Precisamos que a nossa comunidade esteja conectada às unidades de conservação e Rio Gravataí para que conheça os espaços ambientais e saiba a importância deles”, argumenta. “Também tenho dedicado meus dias a pensar em um espaço de memória sobre a enchente. Muito se falou sobre como a Holanda trabalha culturalmente as enchentes que atingem o país. A principal forma é com a memória, lembrar que aconteceu para que não aconteça nunca mais”, acrescenta.
Para o jovem eleito para a Câmara de Vereadores de Cachoeirinha, cabe aos parlamentares fiscalizarem o Executivo, mas também construírem pontes. Ele considera que a partir disso, quem ganha é a cidade e a população. “Eu sou fruto de um trabalho coletivo. Sei e gosto de trabalhar de forma coletiva. Nossa dedicação será para construir pontes e fazer o Mato do Júlio virar uma Unidade de Conservação Municipal, cumprindo o artigo 153 e 154 do Plano Diretor, que existe desde 2007. Ao mesmo tempo, vou me dedicar para buscar recursos para restaurarmos a Casa dos Baptistas e transformá-la em um museu, e a Senzala da Cachoeira em um memorial”, relata.
Foto: Divulgação
















