Um homem acusado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Gravataí pelo homicídio do cabeleireiro Dionatan Francisco de Souza, de 28 anos, ocorrido em maio de 2019. A sentença foi proferida na segunda-feira, 1º de setembro, e fixou a pena em 20 anos e oito meses de prisão, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, furto e corrupção de menores.
A acusação foi sustentada em plenário pela promotora de Justiça Bárbara Paz, que destacou as circunstâncias do crime. Segundo ela, o réu foi responsabilizado pelo homicídio duplamente qualificado pelo meio cruel e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima. “Dionatan foi assassinado em seu apartamento, com inúmeras facadas, durante a madrugada, sem que pudesse reagir. Ele agonizou antes de morrer, tentou lutar pela vida, e mesmo assim foi deixado pelos criminosos. Após mais de seis anos de espera, finalmente se fez justiça por Dionatan, expondo-se à comunidade a brutalidade deste crime”, afirmou.
O caso ocorreu no apartamento da vítima, no Centro de Gravataí. Conforme as investigações, Dionatan foi morto com 17 facadas desferidas pelo réu e por seu companheiro, que à época era menor de idade. O réu foi julgado e preso em plenário. Ao longo da sessão, foram ouvidas quatro testemunhas, entre elas a mãe e o irmão da vítima. A promotora ressaltou que o julgamento foi marcado por forte emoção, especialmente pela longa espera da família por justiça.
“O Conselho de Sentença da Comarca de Gravataí, após ter as provas e todos os elementos do processo expostos, decidiu, de forma soberana, por condenar o réu pelo homicídio duplamente qualificado, furto e corrupção de menores, em uma manifestação que efetivamente expõe que este tipo de conduta não será aceita por nossa comunidade”, concluiu Bárbara Paz.














