A Prefeitura de Gravataí, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), concluiu o 1º Ciclo de 2026 do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e identificou situação de alerta para dengue, zika e chikungunya. Realizado entre 8 e 22 de janeiro, o estudo apontou Índice de Infestação Predial (IIP) de 3%.
O IIP indica a porcentagem de imóveis com larvas do mosquito. O índice é considerado satisfatório quando abaixo de 1%, de alerta entre 1% e 3,9% e de risco de surto quando superior a 3,9%. No período, Agentes de Combate às Endemias inspecionaram 3.348 imóveis e encaminharam amostras ao laboratório municipal, onde as espécies são identificadas por microscopia, diferenciando principalmente o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, ambos vetores de arboviroses.
O resultado representa aumento em relação a novembro de 2025, quando o IIP foi de 1%. Segundo o biólogo do Núcleo de Vigilância dos Riscos e Agravos Ambientais Biológicos (NVRAAB), Róbinson Martins Korschner, a elevação é comum no verão devido às condições climáticas favoráveis, mas o percentual exige reforço nas ações de prevenção.
Entre os principais focos, 64% estavam em recipientes como pratinhos de plantas, potes, fontes ornamentais e materiais de construção. Depósitos de água ao nível do solo (tonéis, tambores e cisternas) representaram 17%; pneus, 10%; e lixo, calhas, ralos, piscinas sem tratamento e depósitos naturais, 4%.

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Amanda Lenzi Dipp, informou que a SMS avalia novas tecnologias, como o método Wolbachia, adotado pelo Ministério da Saúde. A estratégia consiste na introdução da bactéria Wolbachia no Aedes aegypti, reduzindo sua capacidade de transmitir os vírus. A SMS reforça que a participação da população é essencial: eliminar recipientes com água parada é a principal medida para evitar criadouros e reduzir o risco de surtos no município.
*Informações: Prefeitura de Gravataí. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil















