O avanço dos casos de gripe no Rio Grande do Sul levou o governo estadual a decretar situação de emergência em saúde pública, diante do aumento das internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e da crescente pressão sobre hospitais, especialmente na rede pediátrica. A medida, oficializada por decreto, busca ampliar a capacidade de atendimento e garantir suporte financeiro emergencial à rede hospitalar.
Em meio ao cenário crítico, o Estado deve receber, nesta quinta-feira (7), cerca de 404 mil novas doses da vacina contra a influenza, enviadas pelo Ministério da Saúde. O lote será destinado à continuidade da campanha de imunização, considerada a principal estratégia para reduzir casos graves, internações e mortes causadas pelo vírus.
Após a chegada, as vacinas serão distribuídas pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) às coordenadorias regionais, que farão o repasse aos municípios. A logística segue o modelo já adotado ao longo da campanha, com o objetivo de garantir rapidez na entrega e ampliar o acesso da população às doses.
Desde o início da vacinação, em 28 de março, aproximadamente 1,5 milhão de pessoas já foram imunizadas no Estado. Apesar disso, a cobertura vacinal entre os grupos prioritários — que incluem crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos e gestantes — está em torno de 33%, bem abaixo da meta de 90% estabelecida pelas autoridades de saúde. Até o momento, o Rio Grande do Sul recebeu cerca de 1,8 milhão de doses, e a expectativa é alcançar 5,2 milhões até o fim de maio, quantitativo considerado suficiente para atender os públicos prioritários definidos na campanha nacional.
Os impactos do avanço da gripe já são sentidos nos indicadores de saúde. Em 2026, o Estado contabiliza 383 hospitalizações por complicações da influenza, número superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando houve 308 internações. Autoridades reforçam que a cobertura vacinal é fundamental para conter o avanço da doença e orienta que a população mantenha-se em contato com a unidade de saúde mais próxima de sua residência a fim de garantir sua imunização o quanto antes. Vale ressaltar que a vacina leva de 3 a 4 semanas para alcançar sua efetividade máxima e, ainda assim, não impede a contaminação gripal, mas sim reduz drasticamente a gravidade dos casos.













