
“O que a escola tem a ver com meu futuro?”. “Se você tivesse dinheiro suficiente para viver bem, mas estivesse vivendo uma vida que não combina com você, isso seria sucesso?”. “Como percebemos que não estamos bem?”. Essas foram algumas das indagações que fizeram alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Carlos Bina refletirem sobre temas relacionados à saúde mental durante o lançamento do projeto AME Acolhe, na última sexta-feira (9/10). A iniciativa é desenvolvida gratuitamente pelo AME Espaço Multidisciplinar, clínica situada em Gravataí e administrada pelas psicólogas Carolina Gutterres e Etielle Rodrigues.
Voltado a alunos de escolas públicas e privadas com idades entre 14 e 18 anos, o programa de acolhimento psicológico busca ampliar ações de promoção e prevenção em saúde mental, por meio de palestras e bate-papos sobre temas como ansiedade, autoestima, identidade, relações interpessoais, redes sociais, pressão e autocobrança, projeto de vida, escola, trabalho, escolhas e futuro. As atividades são conduzidas por seis estagiários de Psicologia, sob supervisão e orientação profissional das psicólogas fundadoras do AME.
“Além de falar sobre problemas psicológicos, queremos criar espaços para que os estudantes possam falar, refletir, reconhecer sinais de sofrimento, desenvolver recursos de enfrentamento e entender quando e como pedir ajuda. A ideia é que outros ambientes também possam promover esse tipo de iniciativa, sempre levando em consideração a necessidade, especificidades e dores, dos indivíduos envolvidos. Ir além de uma palestra ou roda de conversa, a ideia é poder abordar temas que são realmente relevantes”, explica Jaiana Santos, acadêmica de Psicologia.
Conforme o Espaço AME, a intenção é levar o projeto a outras instituições de ensino da cidade interessadas em abordar a temática com os adolescentes. “Entendemos que a escola é um espaço privilegiado para falar sobre saúde mental, porque é onde os adolescentes vivenciam parte importante das suas relações, desafios, descobertas e decisões sobre o futuro”, frisa Etielle.
Assim como na Escola Carlos Bina, a equipe oportunizará encontros de aproximadamente duas horas, com uma abordagem dinâmica e participativa. “Primeiro, fazemos uma breve apresentação e uma atividade para aproximar os estudantes do tema. Depois, desenvolvemos os principais assuntos, sempre buscando relacionar os conteúdos com situações que fazem parte da realidade dos adolescentes. Ao longo do encontro, utilizaremos dinâmicas, perguntas, momentos de reflexão e interação com os alunos, além das respostas do questionário que aplicamos previamente, para que a conversa também parta das percepções e experiências deles”, relata Carolina.

Inscrições de escolas
As escolas interessadas em receber o projeto de saúde mental podem entrar em contato com a clínica pelo Instagram @oespacoame ou telefone (51) 98167-3137 para inscrição. A partir disso, a equipe conversará com a instituição para compreender o perfil dos estudantes, faixa etária, número de participantes e principais demandas percebidas pela escola. Com base nas informações repassadas pela instituição de ensino, o grupo planejará a abordagem.
Atendimento na clínica
Os estudantes que buscarem atendimento individualizado no Espaço AME após o projeto em sua escola poderão agendar consultas com valor social. Serão oferecidas condições diferenciadas para que o jovem faça psicoterapia com a equipe de estagiários.
Fotos: Priscila Milán e Divulgação













