Após dois anos sob a bandeira verde, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que já neste mês de setembro a cobrança de energia passará a ser pela bandeira vermelha. A mudança é motivada pela escassez de chuvas, que já havia levado a agência a elevar a taxação para a bandeira amarela em julho. Naquela ocasião, a Aneel alertou para a previsão de um cenário crítico até o final do ano, com poucas precipitações.
No entanto, um mês depois, a agência recuou e retornou à bandeira verde, justificando a decisão pelo aumento no volume de chuvas na região Sul. Agora, com a piora nas condições climáticas e o calor intensificando o consumo de energia, a Aneel aplicará a bandeira vermelha, patamar 2, em caráter emergencial.
A agência destacou a importância do uso consciente de energia, alertando que a nova bandeira tarifária reforça a necessidade de evitar desperdícios, que prejudicam o meio ambiente e impactam o setor elétrico. “Os fatores que acionaram a bandeira vermelha foram o GSF (risco hidrológico) e o aumento do PLD (Preço de Liquidação de Diferenças)”, informou a Aneel.
Conforme a agência, a deterioração das condições de geração de energia já vinha sendo monitorada. Em julho, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) solicitou que as termelétricas ficassem em alerta, devido à redução frequente da capacidade de atendimento a residências e estabelecimentos comerciais, especialmente no horário de pico, às 18h.














