A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Gravataí prendeu preventivamente um homem de 33 anos investigado por uma trajetória de perseguição que se estendeu por, ao menos, dez anos. A ordem judicial foi cumprida na noite de 27 de novembro, no Centro Histórico de Porto Alegre, quando agentes localizaram o suspeito após nova representação da Polícia Civil diante da gravidade e da persistência das condutas atribuídas a ele.
A investigação, conduzida pela delegada Amanda Andrade, ganhou novo impulso após a vítima — hoje com 29 anos — registrar ocorrência relatando ter recebido mais de 100 e-mails em um curto intervalo de tempo. O volume e a frequência das mensagens chamaram a atenção dos investigadores e reacenderam um histórico que já constava nos sistemas da DEAM: em 2021 e 2022, a mesma mulher buscou auxílio policial em razão de episódios semelhantes, motivados por insistentes tentativas de contato e abordagens impositivas.
Os relatos recentes, somados aos antecedentes, revelaram que o comportamento persecutório não apenas persistiu, como se agravou ao longo dos anos. Apesar da existência de uma medida cautelar de afastamento ainda vigente — que determinava que o investigado se mantivesse longe da vítima —, as manifestações de obsessão continuaram de forma reiterada, sempre pautadas por demonstrações de afeto não correspondido. Para a Polícia Civil, essa insistência progressiva, associada ao descumprimento da ordem judicial, evidenciou risco concreto à tranquilidade e à integridade psicológica da vítima.
Diante desse cenário, e observando a reiteração das condutas, a delegada representou pela prisão preventiva, entendendo que a medida se fazia necessária para interromper o ciclo de violência emocional e evitar novas violações da medida protetiva. A solicitação foi acolhida pelo Poder Judiciário, que deferiu o mandado prontamente.















