Antes de qualquer cenário ou luz, o teatro nasce da escuta da palavra em movimento. Foi nesse território de criação e encontro que a dramaturga gravataiense Ane Minuzzo apresentou, pela primeira vez, seu novo texto, escrito exclusivamente para a Nós Cia de Teatro, uma das companhias mais reconhecidas do Rio Grande do Sul. A leitura dramática, realizada neste domingo (21/6), transformou a Casa de Cultura de Gravataí no ponto de partida de uma obra que já nasce atravessada por memória, pertencimento e colaboração artística.
Reconhecida por sua trajetória no teatro e por indicações a importantes premiações, a Nós Cia de Teatro é dirigida pelo diretor Everson Silva. Participaram da leitura os atores Giulliano Pacheco, também gravataiense, Zé Passos e Cláudia Canedo, que integram o elenco da futura montagem.
A escolha da Casa de Cultura de Gravataí como espaço para este primeiro encontro teve caráter simbólico. Mais do que cenário, o local foi tomado como homenagem aos talentos artísticos da cidade, valorizando a produção cultural gravataiense e reforçando a importância de seus artistas na construção da cena teatral do Estado.
A dramaturga
Licenciada em Letras, com especialização em Literatura Brasileira pela UFRGS, Ane Minuzzo iniciou sua trajetória teatral em Gravataí na década de 1990. Desde 2000, dedica-se à dramaturgia, sendo autora de peças como “Badaladas Mortais” (vencedora do I Festival de Esquetes de Gravataí), “Irene Ri”, “Paixão Latina”, “A Estação”, “Em Busca do Rei Menino”, “Fragmentos Rodrigueanos”, “Será que vai ser sempre assim?” “Uma história sobre bullying”, “As Aventuras e Desventuras de Pinóquio” e, recentemente, “Quem Fica Brabo Primeiro Perde”, que estreou em 2025 e integrou a programação do Porto Verão Alegre 2026. Além da dramaturgia, atua como escritora e editora da revista literária Rosaventa.
Novo espetáculo
Com estreia prevista para 2027, a nova montagem marca o encontro entre a escrita sensível de Ane Minuzzo e a excelência artística da Nós Cia de Teatro. O projeto aproxima Gravataí e Porto Alegre por meio da cultura e reafirma o teatro como espaço de criação, diálogo e transformação coletiva.
*Com informações cedidas pelo jornalista Giulliano Pacheco. Foto: Divulgação















