Para comemorar o Dia das Crianças, a WideLabs, empresa de soluções de Inteligência Artificial (IA) gaúcha, lançou, nesta sexta-feira (4/10), em parceria com o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS) e a Elo Organização de Apoio à Adoção e Assistência Social, o Projeto Acolhimento. A iniciativa, que é pioneira, visa proteger crianças em abrigos e os pais em processo de adoção, com o objetivo de reduzir o número de adoções frustradas (situações em que as crianças acabam sendo devolvidas a abrigos após a adoção).
Segundo dados recentes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), existem atualmente mais de 33 mil crianças e adolescentes em abrigos e casas lares no Brasil, sendo cerca de 3 mil aptas para adoção. No Rio Grande do Sul, aproximadamente 400 crianças estão sob a guarda de instituições, aguardando a chance de encontrar uma família definitiva.
O evento de lançamento foi realizado na sede do MPRS, em Porto Alegrem e também marcou um momento histórico para a utilização da Inteligência Artificial no Judiciário brasileiro. Na mesma ocasião, foi oficializado o uso da IA Ágape para tornar a análise de processos de adoção mais eficientes e aproximar o Judiciário da sociedade, facilitando o entendimento de procedimentos jurídicos que, muitas vezes, são complexos e de difícil compreensão para a população.
“A WideLabs sempre acreditou no poder transformador da tecnologia, e o Projeto Acolhimento é um exemplo claro disso. Ao criar soluções de IA como a Ágape, queremos não só apoiar processos burocráticos, mas também trazer mais humanidade e cuidado para as questões mais delicadas da sociedade, como a adoção”, diz Marcelo Chapper, sócio da empresa.
Estudos realizados pela Frontiers e pela Oracle mostram que as pessoas confiam mais em robôs do que em outros seres humanos para obter respostas imparciais importantes. “Criar um espaço de conforto é extremamente importante em temas pessoais delicados”, completa o executivo.
A ferramenta
O Projeto Acolhimento oferece um suporte inovador através da Inteligência Artificial. A ferramenta, chamada Ágape – que significa “amor universal” em grego –, funciona como uma amiga confidente para aqueles que desejam adotar, mas têm dúvidas e receios sobre o processo, criando um espaço seguro no qual podem fazer questionamentos sem medo de julgamentos.
Desenvolvida com base em um Large Language Model (LLM) brasileiro chamado Amazônia IA, a tecnologia traz informações sobre a legislação brasileira, orientações sobre costumes e realidades locais, além de documentos e protocolos psicológicos de apoio para que as famílias se sintam seguras e confiantes em suas decisões.
“A inteligência artificial vai muito além da automatização de processos. Com a Ágape, estamos formando novas famílias, levando em conta a saúde física e mental das crianças, garantindo que seus tratamentos não sejam interrompidos, evitando assim, adoções frustradas”, afirma a promotora de Justiça Cinara Vianna Dutra Braga.
O subprocurador-geral de Justiça de Gestão Estratégica do MPRS, João Claudio Sidou, reforça o papel inclusivo da iniciativa. “Com o uso da IA, estamos democratizando o acesso à justiça, garantindo que a informação seja compreendida por todos os cidadãos”, frisa.
“O Projeto Acolhimento reflete a preocupação com a continuidade dos tratamentos psicológicos e de saúde das crianças, assegurando que as famílias adotivas recebam todo o suporte necessário para enfrentar as dificuldades que possam surgir após a adoção, contribuindo para a criação de lares estáveis e amorosos”, salienta Peterson Rodrigues, presidente da Elo, de Gravataí.
Peterson utilizou sua história pessoal (pai adotivo há nove anos) e conhecimento para ajudar a alimentar a IA Ágape com informações sobre legislação, materiais sobre o tema, protocolos psicológicos e as principais dúvidas de pais que estão nessa jornada. Ele é pai adotivo do jovem Lucas, de 18 anos.
*Com informações da Assessoria de Imprensa da WideLabs. Foto: Divulgação/MPRS















