Faltando um mês para o início do período de entrega da Declaração do Imposto de Renda 2025, muitos contribuintes começam a se preocupar com a organização dos documentos e o risco de cometer erros que podem resultar em pagamento indevido de impostos ou até mesmo cair na malha fina da Receita Federal. Para evitar transtornos, a melhor estratégia é se antecipar e preparar a documentação com antecedência. A previsão é que a declaração do Imposto de Renda inicie no dia 17 de março e siga até o final de maio.
De acordo com Filipe Martins, contador e professor do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Cesuca, a pressa na reta final pode levar a omissões e inconsistências, gerando complicações futuras. “Quanto mais cedo o contribuinte começar a reunir seus comprovantes e conferir as informações, menores são as chances de erros e maiores as oportunidades de otimizar as deduções permitidas pela Receita. Além disso, a organização prévia evita surpresas e permite uma escolha mais assertiva entre os modelos de tributação disponíveis”, explica o especialista.
De acordo com Martins, a primeira etapa para um preenchimento correto é garantir que todas as informações financeiras estejam organizadas. Os contribuintes devem reunir:
- Comprovantes de rendimentos, como salários, aposentadorias, aluguéis e honorários de profissionais autônomos;
- Informes bancários e de corretoras sobre investimentos e aplicações financeiras;
- Recibos de despesas dedutíveis, como consultas médicas, tratamentos odontológicos, mensalidades escolares e contribuições para previdência privada (PGBL);
- Contratos e escrituras de compra e venda de imóveis ou veículos;
- Documentação sobre dependentes, incluindo CPF e despesas associadas.
Os informes de rendimentos de salários e pagamentos a autônomos serão disponibilizados pelas empresas a partir do dia 3 de março de 2025, tornando essencial que os contribuintes confiram se os valores informados estão corretos.
Ao preencher a declaração, o contribuinte pode optar entre o modelo completo ou simplificado:
- Modelo completo: recomendado para quem tem muitas despesas dedutíveis, como saúde e educação, pois permite abater valores específicos e reduzir a base tributável;
- Modelo simplificado: aplica um desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis, sendo vantajoso para quem tem menos despesas a declarar.
A dica do especialista é simular ambos os modelos no sistema da Receita Federal e escolher aquele que resultar em menor tributação ou maior restituição.
Erros comuns e como evitá-los
Os principais equívocos que podem levar o contribuinte à malha fina incluem:
- Omissão de rendimentos, como aluguéis, aposentadorias ou ganhos de capital;
- Erros na digitação de valores, divergências entre informes de rendimentos e a declaração;
- Inclusão indevida de dependentes, sem comprovação de vínculo;
- Declaração incorreta de venda de bens, sem pagamento do imposto sobre ganho de capital.
Quando procurar um contador?
Para declarações mais complexas, como aquelas que envolvem múltiplas fontes de renda, investimentos no exterior e ganhos de capital, o auxílio de um contador pode ser fundamental para evitar problemas e maximizar os benefícios fiscais. “Quem tem uma situação tributária mais simples pode preencher sozinho, mas se houver dúvidas sobre deduções, tributação de investimentos ou venda de bens, o suporte de um profissional pode fazer diferença na economia de impostos e evitar futuras dores de cabeça”, explica o especialista. A recomendação final de Martins é não deixar a declaração para a última hora e manter um planejamento contínuo para garantir mais segurança e eficiência no processo.
* Com informações do Centro Universitário Cesuca














