Em menos de um ano, o caminhoneiro Rogério da Silva, de 53 anos, morador do bairro Fátima, em Cachoeirinha, se viu obrigado a mudar a rotina. Em dezembro de 2022, ele sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e permaneceu 21 dias hospitalizado. Também teve endocardite bacteriana (uma infecção que afeta o revestimento interno do coração) e Covid-19. “Ele era autônomo e, desde então, por conta das sequelas, está afastado de qualquer tipo de atividade profissional”, conta a esposa, Suzana Brusch Melo.
Depois disso, outro problema de saúde surgiu. Alterações na visão levaram o morador a procurar um oftalmologista. Após a consulta com o especialista e encaminhamento para um retinólogo, Rogério foi diagnosticado com retinopatia diabética proliferativa (CID-10 H36.0). “Trata-se de uma condição em que, resumidamente, os vasos sanguíneos se tornam anormais, podendo romper, ferir ou invadir a retina, provocando uma completa cegueira. O tratamento consiste em injeções intravítreas de medicamentos, alternando com sessões de laser”, explica a mulher.
O médico relatou à família do paciente que o tratamento deveria iniciar em, no máximo, seis meses, pois há risco de perda total da visão e de forma irreversível. Contudo, ao entrar na fila do SUS e aguardar alguns meses, o prazo previsto para atendimento, que era de 80 dias, passou para 687 dias. “Tentamos entrar com ação na Defensoria Pública, mas o prazo estipulado para resposta era de seis meses e precisávamos de três orçamentos particulares para entrar com o processo, todavia, não tínhamos o dinheiro necessário para pagar as consultas”, afirma a esposa.
“Também contatamos a Ouvidoria da Secretaria Estadual da Saúde. Expusemos o quadro de saúde dele e como se sentia negligenciado como cidadão pelo Estado, já que contribuiu e pagou corretamente os impostos durante a vida inteira e, agora que necessita, não recebe o cuidado e o bem-estar social necessário. Mas a resposta foi: aguardar na fila. Não tinha nada ao alcance deles para ser feito”, relata a munícipe.
Na tentativa de pesquisar todas as alternativas para evitar a cegueira de Rogério, os familiares se informaram sobre o custo do tratamento completo na rede privada. “Custaria, em média, 28 mil reais, algo que, na nossa atual situação, é impossível. E desde junho, ele vem piorando gradativamente, a visão está a cada dia mais limitada”, lamenta a moradora.
O casal tem dois filhos, uma moça de 20 anos e um rapaz de 16. Suzana trabalha no setor de serviços gerais de uma escola, porém a maior renda para as despesas da casa e família era do marido, que atuava como autônomo. “Os custos com medicamentos agravaram a situação financeira”, frisa a funcionária da instituição de ensino.
Frente à situação, a família está mobilizada para angariar recursos que garantam o início do tratamento o mais rápido possível. “Estamos no processo de colocá-lo em um plano de saúde, porém, existe uma carência de seis meses. Sendo assim, precisamos arrecadar a quantia das sessões de laser até o término do período de carência do convênio. Além disso, também há o gasto com colírios, pomadas, entre outros produtos”, salienta a esposa de Rogério.
Se você pode contribuir com alguma quantia para ajudar nas despesas com o tratamento do morador do bairro Fátima, faça um PIX para Júlia Melo da Silva, através da chave/e-mail melodasilvajulia@gmail.com, ou Suzana Brusch Melo, telefone 51992374432.















