
Durante os 30 dias de setembro, nenhum homicídio foi registrado em Gravataí. Considerando que também não foram confirmados assassinatos na primeira semana de outubro o município já completa mais de um mês sem crimes contra a vida. No dia 10 de outubro a cidade deve completar 60 dias sem os crimes contra a vida. O último foi registrado no dia 10 de agosto.
De acordo com o comandante do 17º Batalhão de Polícia Militar, major Daniel Araújo, um caso chegou a ser tratado como homicídio, mas foi descartado. “Na última reunião do RS Seguro, o delegado confirmou. Um corpo que tinha sido encontrado na ERS-030, tratava-se de atropelamento. Em um primeiro momento, pensamos que pudesse ser homicídio”, revela.
O comandante do policiamento ostensivo da cidade ainda destaca a dificuldade para a prevenção deste tipo de crime. “É o mais difícil, normalmente é violento, premeditado”.
O caso no qual Araújo se refere é a morte de Osvaldo Melo Nunes, de 35 anos, ocorrida no dia 5 de setembro, na altura da parada 103. No entanto, a polícia descartou o crime por espancamento, e trata o caso como atropelamento.
Entendo a queda nos índices
“Temos que tomar medidas preliminares, como implementar pontos de presença policial, com a viatura, com policial, com o sistema luminoso, para que ele se torne visível, se torne um referencial”, comenta o major.
Segundo o comandante, o batalhão tem intensificado ações para as apreensões de armas, prisões de foragidos e localização de pontos de tráfico. A atuação de policiais militares em motos e bicicletas é outro ponto destacado pelo major, tanto na questão da mobilidade, quanto da visibilidade e presença da Brigada Militar nas ruas e praças. “A população sabe onde encontrar um policial. E se um criminoso sai de um bairro X e decide ir ao bairro Y para matar alguém, ele chega, percebe o policiamento e não pode realizar a ação”, analisa.
Araújo também comemora a redução de outros índices criminais. “As ações têm reflexos em diversos setores. Em agosto, nós zeramos os roubos a estabelecimentos comerciais. Em setembro tivemos um caso, mas conseguimos prender os autores, recuperamos os bens e devolvemos para os seus donos”, conta.













