Prestes a completar 25 anos da partida de futebol que mudou completamente o rumo da história do ex-zagueiro Régis Tadeu Júnior, o dia 13 de novembro ganhará uma nova lembrança para o morador de Gravataí. Na data, será realizado o lançamento do livro que conta a trajetória do atleta. Intitulada “O campeão da vida – Perdoar para viver”, a obra foi escrita pelos jornalistas Luiz Fernando Aquino e Nando Rocha.
Conforme Aquino, a ideia de produção do livro surgiu por volta de 2014, quando teve a oportunidade de conhecer Régis Tadeu, o pai do ex-jogador. Como já era conhecedor do episódio de agressão, o jornalista viu no contato com o pai do atleta a necessidade de se aprofundar e escrever sobre o caso.

“Eu trabalhava no Diário Gaúcho quando se desenvolveu toda a história da recuperação do Régis. Ele deve ter sido um caso único no mundo do futebol em que teve de abandonar a profissão por causa de uma agressão. Ele ficou entre a vida e a morte. Teve de reaprender a andar e a falar. Era uma grande promessa do futebol e isso sempre me comoveu. Quando me vi diante do pai dele, não tive dúvidas. Era pra eu contar essa história para todo mundo”, relata Aquino.
O livro, que começou a ser escrito no ano de 2015, é no estilo reportagem e foi finalizado no mês de julho. Nele, são aprofundadas informações como a recuperação do atleta e o fato de o ex-jogador ainda não ter recebido a indenização, que gira em torno de R$ 6 milhões. Além disso, a obra traz diversas entrevistas, incluindo a do agressor, Darzoni da Silva Pillar, e do técnico Tite, que também escreveu a apresentação do livro.

“O campeão da vida – Perdoar para viver”, será lançado na 70ª Feira do Livro de Porto Alegre, no dia 13 de novembro (data em que a agressão completa 25 anos), às 15 horas.
Sinopse
O livro “O Campeão da Vida”, editado pela MelhorPubli — Publicações Especiais, conta o drama vivido pelo ex-jogador de futebol Régis Tadeu da Rosa Júnior, recém-contratado do Inter pelo Caxias, afastado para sempre dos campos de futebol, aos 21 anos, depois de ter sido covardemente agredido em um jogo contra o Santo Ângelo, em 13 de novembro de 1999. Júnior esteve entre a vida e a morte. Ficou 20 dias internado na UTI e seguiria em coma durante um mês. Levado para casa, em Gravataí, ainda em coma vigil, teve de reaprender a andar e a falar.
Durante a internação, um médico comunicou aos familiares que Júnior iria morrer. Outro disse aos pais para que esquecessem o filho que tinham até ali, em razão das graves sequelas que ficariam. Júnior, porém, surpreendeu todo mundo. Com a mesma dedicação com que perseguiu o sonho de ser jogador profissional de futebol, teve uma recuperação que o colocou, de novo, com autonomia de vida. Formou-se em Educação Física, casou-se e é pai de uma linda menina.

Esta história, que tem violência, raiva, dor, arrependimento, medo e indignação, não se trata tão somente de uma história triste, porque é tangenciada pelo que de mais sublime a espécie humana pode deixar como legado de transformação, o amor. Desde os primeiros dias neste mundo, ainda no berço do hospital, quando o pai “viu” que o filho era canhoto e que, por isso, se chamaria Rivelino, Júnior teve a sua vida atravessada pelo futebol.
Júnior, o personagem do livro, ainda que tivesse o seu sonho tragicamente roubado, é a tradução perfeita do perdão. Abraçou e consolou o seu agressor, Darzoni da Silva Pillar, que também teve sua carreira prejudicada, por conta do que ele chamou de “um ato de brabeza”. A única injustiça reclamada por Júnior é com a decisão da Justiça, condenando o clube do agressor e lhe pagar indenização, que desde 2012 espera por efeito prático.
O livro é resultado de um trabalho de reportagem de quase dez anos de Luiz Fernando Aquino e Fernando Jesus da Rocha, relatando o que aconteceu com a vida dos principais envolvidos. O final é comovente — um novo desafio se apresenta para a família.
Fotos – Divulgação















