A Polícia Civil já reúne indícios sobre quem teria criado ao menos um dos perfis falsos utilizados nos ataques contra o ex-deputado estadual Dimas Costa (PSD). A mesma pessoa é apontada na investigação como quem teria repassado a outro investigado o celular utilizado na ação.
As informações fazem parte dos novos desdobramentos da investigação apurados pelo Giro de Gravataí com o delegado Eibert Moreira Neto, diretor do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), e com fontes extraoficiais ligadas ao caso.
O aparelho foi localizado com um dos investigados, que informou à polícia tê-lo recebido de outra pessoa. A partir do cruzamento de dados e de outras técnicas de investigação, os policiais chegaram a indícios de que quem repassou o telefone teria utilizado o dispositivo nos ataques e criado ao menos um dos perfis falsos.
A investigada integrava a assessoria do vice-prefeito de Gravataí, Dr. Levi Melo (Podemos). O vínculo com o gabinete foi reconhecido pela própria campanha do vice-prefeito após a Operação Persona.
Outro elemento apurado é que o celular teria sido formatado recentemente. O aparelho foi encaminhado para extração de dados, etapa que deverá permitir o cruzamento das informações recuperadas com os registros relacionados aos perfis falsos. Mesmo com a análise ainda em andamento, a polícia já trabalha com a confirmação de que aquele foi o celular utilizado nos ataques.
Investigação olha para possível participação de terceiros
O Giro de Gravataí também apurou que a Polícia Civil busca esclarecer se a pessoa apontada pelos indícios como responsável pelos ataques agiu sozinha ou se houve participação ou orientação de terceiros.
Embora o inquérito esteja formalmente concentrado na denúncia apresentada por Dimas, os investigadores observam elementos que possam indicar uma atuação mais ampla. Uma das possibilidades analisadas é a existência de uma rede ou grupo responsável por ataques contra diferentes pessoas por meio de perfis nas redes sociais. Até o momento, não há conclusão que confirme a existência dessa estrutura.
Campanha de Levi se manifestou
Após a Operação Persona, a campanha de Levi divulgou nota reconhecendo que há indícios de possível participação de uma pessoa que integrava a assessoria de gabinete e informou que providências seriam adotadas para o esclarecimento das responsabilidades.
A manifestação afasta qualquer participação do vice-prefeito. Segundo a nota, no período em que os fatos teriam ocorrido, Levi enfrentava um quadro grave de saúde e estava afastado das atividades políticas e profissionais.
A campanha também repudiou ataques pessoais, desinformação e uso indevido das redes sociais e afirmou que não existe conflito pessoal entre Levi e Dimas. A Polícia Civil não apontou a participação do vice-prefeito no caso.
Dimas diz diferenciar crítica de ataque pessoal
Após a operação, Dimas publicou um vídeo nas redes sociais em que afirmou receber críticas diariamente e considerar esse tipo de manifestação parte da vida pública.
Segundo o ex-deputado, a denúncia ocorreu porque os episódios teriam ultrapassado o debate político e avançado para ataques pessoais, envolvendo também integrantes de sua família. Ele relatou ainda que perfis eram criados para realizar as publicações e posteriormente apagados. Confira a manifestação do político no Instagram – https://www.instagram.com/p/DdJ5qnGtZN5













