O povo, então, para evitar maiores constrangimentos, fingiu coletivamente que o líder estava vestido normalmente. Contudo, a realidade vem à tona quando uma inocente criança grita: “o Rei está nu!”. Utilizando-me da famosa frase, estabeleço ligação com Maduro, líder autoritário que assombra a Venezuela e que resta, diante do mundo, como um rei nu. E sem vergonha alguma disso.
Com a realização de uma farsa mascarada de eleição, o governo de Nicolás Maduro resta exposto diante da cristalina fraude que foi praticada. E pior: não demonstra qualquer hesitação diante disso. Um mês após a realização do pleito, as atas das votações não foram liberadas ainda. E, arrisco dizer: nem serão.
A oposição, em uma jogada que colocou sua própria liberdade em risco, conseguiu algumas dessas atas e as divulgou, demonstrando uma suposta vitória consistente sobre Maduro. Em consequência, o inevitável aconteceu: o sistema judiciário venezuelano agiu de pronto contra os opositores do regime autoritário que assola aquele país – que foi, outrora, um dos mais prósperos da América Latina.
O Brasil, bem como a maior parte das nações democráticas mundiais, ainda não reconheceu a vitória de Maduro, estabelecendo como requisito para isso a divulgação das atas eleitorais – documentos que chancelariam o resultado do pleito. É válido ressaltar que não é apropriado que seja estabelecido um verdadeiro conflito com a Venezuela.
Tanto envolvendo o Brasil, como qualquer outro país. Contudo, há que se estabelecer forte pressão sobre o governo de Nicolás Maduro e sobre as instituições venezuelanas – em especial as forças armadas -, a fim de que os militares desembarquem do governo, haja vista que, atualmente, o regime autoritário somente continua no poder devido ao apoio e sustentação deles.
É sempre válido salientar que regimes autoritários não elevam um país. Em verdade, acabam por condenar a nação à miséria, ao caos e a um verdadeiro estado de ruína. A Venezuela, atualmente, trilha esse triste caminho. É premente a necessidade da restituição da democracia naquele país, a fim de que a população volte a conquistar uma condição de vida digna – direito básico de todo ser humano. Para isso, é fundamental que as cobranças ao regime venezuelano sejam intensas e não cessem com o tempo.















