O homem de 28 anos preso preventivamente pela Polícia Civil, acusado de envolvimento na morte de Eliseu dos Santos Trindade, de 34 anos, em Gravataí, foi considerado inocente após revisão dos elementos do inquérito. A Justiça expediu o alvará de soltura, e ele deverá deixar o sistema prisional nesta sexta-feira (13).
A prisão havia sido efetuada por agentes da 2ª Delegacia de Polícia de Gravataí na segunda-feira (9), no curso das investigações sobre o homicídio ocorrido durante uma frustrada tentativa de assalto a um motorista de aplicativo. Desde então, familiares, amigos e os advogados Ariel Leite e Wesley Altneter passaram a reunir provas para demonstrar que houve equívoco na identificação.

Entre os pontos considerados determinantes está a constatação de que a corrida solicitada pelo verdadeiro autor do crime não correspondia aos dados vinculados ao homem inicialmente preso. Além disso, conforme sustentado pela defesa, imagens analisadas no inquérito apontavam diferenças físicas entre o suspeito contido pela vítima e o rapaz detido, especialmente em relação ao porte físico.
No dia do crime, o jovem chegou a ser conduzido à delegacia e submetido a reconhecimento informal. Na ocasião, o motorista de aplicativo afirmou que ele não era a mesma pessoa que havia anunciado o assalto. O rapaz foi liberado naquele momento, mas teve a prisão preventiva decretada dias depois, com base em elementos que posteriormente se mostraram insuficientes.
Sem antecedentes criminais e, segundo a defesa, em casa com os pais no momento do ocorrido, o investigado permaneceu preso enquanto novos dados eram analisados. De acordo com o advogado Ariel Leite, uma mobilização foi realizada para apresentar provas complementares que reforçassem a inocência do cliente.
Com a incorporação de novos elementos ao inquérito — alguns deles não divulgados para não comprometer as diligências em andamento — a Polícia Civil reconheceu o erro na prisão e afastou qualquer participação do homem no homicídio. O inquérito prossegue com foco na identificação e responsabilização do verdadeiro autor do crime que resultou na morte de Eliseu.














