O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública Municipal de Gravataí (SPMG/Sindicato) mobilizou em torno de 800 profissionais em uma caminhada, ontem (11/6), entre as paradas 72 e 67. O objetivo foi informar à comunidade sobre as principais reivindicações da categoria para o Governo Municipal, entre as quais: reposição das perdas com a inflação, pagamento de vale-refeição e respeito à gestão democrática. “A luta pela data-base 2025 é discutida desde o final de 2024, mas a mesa de negociação está estagnada”, afirma o Sindicato em nota nas redes sociais.
Em assembleia, o SPMG/Sindicato deliberou o envio de documento ao prefeito Luiz Zaffalon com propostas sobre as reivindicações econômicas. Também foi aprovado estado de greve, com indicativo de paralisação caso não haja avanços nas negociações com o Executivo Municipal. Uma nova assembleia é prevista para o início de julho.
Após a mobilização dos professores, o Governo de Gravataí emitiu um comunicado oficial, destacando que o estado de greve definido por alguns servidores “vai de encontro às medidas tomadas pela Prefeitura, que visa a valorização da educação por mérito, e compromete o diálogo pré-estabelecido com representantes da categoria, além das negociações já definidas anteriormente”.
Conforme a Prefeitura, o “cronograma de ações já acordado entre as partes previa ações de curto e médio prazo para o ano de 2025, dentre elas a discussão acerca da reposição de 25% de perdas inflacionárias não pagas no governo anterior. A Prefeitura ainda trabalhava na alteração da Lei que estabelece a data-base dos Servidores, retornando para o dia 1º de maio de cada ano. O estado de greve surpreende pois havia um espaço aberto para diálogo e sinalização positiva da Prefeitura para algumas solicitações”.
Em nota, o Governo Municipal alega que “não compactuará com o avanço de uma possível greve ilegal, priorizando a normalidade do ensino público de Gravataí” e que os profissionais que não compareceram às suas atividades regularmente na quarta-feira (11/6) terão registradas faltas no ponto.
“Das 75 escolas da rede de ensino municipal, 36 tiveram prejuízo total no atendimento aos alunos, impossibilitando, inclusive, a entrada de estudantes e alguns servidores que foram exercer o seu papel e o cumprimento do dia letivo”, declara a administração, mencionando ainda uma série de ações executadas na área da Educação nos últimos anos.
Foto: Divulgação – SPMG/Sindicato














