A final regional do Torneio de Robótica First Lego League (FLL), realizada durante a 6ª Mostra Sesi Com Ciênci@, em Canoas, resultou em mais uma conquista para a Equipe Spark. Formada por alunos do contraturno do Sesi Gravataí, a equipe foi a vencedora da categoria Projeto de Inovação do campeonato, que reuniu mais 200 estudantes da rede pública e privada, na última semana.
Conforme o Sesi, “o projeto de pesquisa é a oportunidade para sentir como é ser um cientista, um inventor ou um engenheiro. Na avaliação do Projeto de Inovação, as equipes identificam um problema do mundo real na área do tema do desafio da temporada, criam uma solução inovadora para esse problema (algo que não existe ou com base em algo que já existe), compartilham suas descobertas com outras pessoas e apresentam seu projeto de pesquisa para um grupo de juízes”.
A Spark conquistou o prêmio dessa categoria com o projeto “Duck Sensor”, que tem como objetivo coletar informações referentes à qualidade do ecossistema marinho com o foco de gerar dados atualizados sobre os efeitos das mudanças climáticas, tendo como público alvo pesquisadores e cientistas. Além do troféu, a equipe de robótica ficou na primeira posição como suplente para a etapa nacional do torneio.
Participaram do projeto da Escola Sesi Albino Marques os estudantes Penélope Melgar, Luisa Avila Salles, Mykael Borba, Isabelle Menezes Pacheco, Nicolas da Silva de Melo e Manuela Grapiglia Tres, com o suporte do técnico Guilherme Antunes, da analista Jessica Webber e da diretora Mariana Alves.
Saiba mais sobre o projeto
Ao contextualizar a elaboração do projeto, a Spark recorda que “a saga dos patos de plástico começou em 1992, quando foram embarcados em um container que saiu de Hong Kong com destino aos Estados Unidos. O experimento involuntário começou com a queda acidental desse container no mar, liberando cerca de 28 mil patos de plástico no meio do Oceano Índico”.
A equipe destaca que o plástico utilizado na fabricação das peças demora 500 anos para se decompor na natureza. Com isso, eles acabaram sendo levados pelas correntes marinhas para diversos locais do mundo. “Agora imagine se cada um desses patos tivesse um sistema de coleta de dados marinhos, como PH, oxigenação e temperatura da água? Nos inspiramos nesse acontecimento para a criação do nosso projeto”, argumenta a Spark na apresentação do Duck Sensor.
Com o auxílio do biólogo Andre Jasper, os estudantes definiram os dados que deveriam ser coletados. Também planejaram a confecção do Duck Sensor, que seria feito a partir de borracha de látex biodegradável e coletaria as informações da zona epipelágica e mesopelágica (superficial) do oceano a partir do aparelho LABDISK, que identifica dados como PH, temperatura e oxigenação da água.
De acordo com a equipe, o usuário escolheria a área que irá coletar os dados: lago, rio, mar, oceano, e então soltar o projeto na água. O aparelho de leitura de dados vem com um sistema de GPS, que permite acompanhar o percurso do pato. Após ele ter feito a leitura da área, o usuário terá que recolher o patinho e, para ter acesso a amostra, deve ser conectado a um computador logado ao aplicativo do LABDISK que entrega as informações em formato de gráfico.
Segundo os alunos, esse monitoramento beneficiaria os plânctons, que são sensíveis tanto a temperatura quanto ao PH da água. Com a ferramenta, seria possível monitorar se a água está favorável para esse organismo, que é a base da cadeia alimentar de todo o ecossistema marinho.
Fotos: Divulgação
















