A inclusão no ambiente escolar é, muitas vezes, desafiadora, mas pode ser colocada em prática com ações que favorecem a participação dos alunos e sua autonomia por meio de estratégias pedagógicas. É o que mostra o projeto “O Atendimento Educacional Especializado (AEE) como Espaço de Transformação”, coordenado pela professora Kinha Fischer na Escola Municipal de Ensino Fundamental Princesa Isabel, em Gravataí.
A educadora do AEE desenvolveu o projeto com alunos do turno da manhã, promovendo atividades que contemplaram o raciocínio lógico, a leitura, a escrita, a oralidade, a coordenação motora, a criatividade, a expressão artística e as habilidades socioemocionais, sempre respeitando o ritmo e as especificidades de cada estudante. A iniciativa culminou com uma exposição, aberta à comunidade, nesta sexta-feira (24/7).

De acordo com a professora, as ações tiveram como intuito desenvolver habilidades cognitivas, comunicativas, linguísticas e motoras dos estudantes por meio de práticas pedagógicas inclusivas. Nos últimos meses, os alunos participaram de jogos pedagógicos, atividades lúdicas, leitura de histórias, produção artística, desafios de raciocínio lógico, trabalhos para coordenação motora, percepção visual, atenção, concentração e comunicação, entre outras propostas.
“Um dos momentos mais significativos foi a criação oral de contos, em que os estudantes puderam imaginar personagens, criar enredos e compartilhar suas histórias, desenvolvendo a expressão oral, a criatividade e a confiança em suas capacidades. Essa atividade possibilitou o desenvolvimento da linguagem, da comunicação e da expressão de ideias, respeitando as singularidades de cada estudante”, explica Kinha. Foram elaborados 21 contos.

Segundo a educadora, o projeto de inclusão também contou com a participação de familiares dos alunos, medida fundamental para “fortalecer os vínculos entre escola e comunidade escolar e demonstrar que a aprendizagem se torna mais significativa quando construída em parceria”.
“Cada estudante confeccionou um girassol com sua fotografia no centro da flor, representando sua identidade e singularidade. Os responsáveis participaram da finalização da produção, registrando suas mãos acariciando as pétalas, simbolizando o cuidado, o amor, o incentivo e o apoio fundamentais para o crescimento de cada criança, fortalecendo a ideia da corresponsabilidade entre escola e família, elemento esse crucial para o desenvolvimento integral do estudante no processo de inclusão escolar”, relata a professora.

Feliz com a evolução do projeto e protagonismo dos alunos, Kinha também aponta que a iniciativa apoiada pela equipe da EMEF Princesa Isabel leva a um novo olhar para o Atendimento Educacional Especializado. “Historicamente, o AEE ainda enfrenta concepções equivocadas que o associam exclusivamente a práticas assistencialistas, clínicas ou segregadoras. Mas o AEE é um serviço pedagógico especializado, comprometido com a eliminação de barreiras à aprendizagem, à participação e ao desenvolvimento dos estudantes”, frisa.
Fotos: Divulgação















