A Prefeitura de Gravataí, por meio da Secretaria da Família, Cidadania e Assistência Social (SMFCAS), iniciou na última segunda-feira (19/5) o processo de formação com as primeiras famílias acolhedoras habilitadas no município. A iniciativa tem como objetivo preparar os participantes para receberem, de forma temporária, crianças e adolescentes afastados de suas famílias de origem por medida de proteção, oferecendo-lhes um ambiente seguro, afetuoso e estruturado até que seja possível o retorno ou a adoção.
“Estamos muito orgulhosos deste passo tão importante para nossa cidade. A SMFCAS estará sempre à disposição para apoiar, orientar e fortalecer esse trabalho, que representa uma grande rede de solidariedade e cuidado com nossas crianças e adolescentes. Tenho certeza de que teremos outras famílias acolhedoras e é um projeto que beneficiará muito nossas famílias e comunidade”, destaca o titular da pasta, Leandro Ferreira.
Com formação destinada para cinco famílias, o primeiro encontro foi realizado com dinâmica, seguida de palestra sobre os aspectos legais, marcando um importante momento de reflexão sobre a importância dessa modalidade de cuidado. A iniciativa contou com o apoio da equipe executora do serviço de acolhimento e teve a presença da juíza da Infância e Juventude, Suellen Rabelo Dutra.
Até o final deste mês, serão promovidos outros três encontros com os seguintes temas: Perfil, Manejo e Despedida. “Estive até o ano passado com essa Secretaria para que começasse o trabalho do acolhimento e agora, com grande satisfação, estamos dando o primeiro passo: o acolhimento da criança dentro da casa da Família Acolhedora, que é dez vezes mais eficaz que o acolhimento em abrigo, porque quem passou pela violência, precisa de afeto e acolhimento”, relata o secretário-adjunto, Tanrac Saldanha.
A formação visa garantir com que o acolhimento ocorra de maneira responsável e sensível às necessidades de cada criança. O programa foi elaborado pela Prefeitura de Gravataí, tem a parceria financeira do Programa Amigo de Valor do banco Santander e apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Gravataí.
Durante o encontro, a coordenadora do serviço, Cristiane Santos da Rosa, e as técnicas Walquíria Nunes e Gabriela Schmatz destacaram a relevância da implantação do Acolhimento Familiar em Gravataí e reforçaram a importância da parceria entre o poder público, a sociedade civil e o Judiciário para a proteção integral das crianças e adolescentes.
“Cada frase compartilhada nesta noite foi um lembrete poderoso de que o acolhimento familiar vai muito além de um dever legal: é um verdadeiro ato de humanidade”, disse a juíza Suellen Rabelo no encontro.
Sobre o acolhimento e cadastro para famílias interessadas
O projeto Família Acolhedora busca oferecer proteção e um ambiente familiar para crianças e adolescentes de zero a 18 anos que tiveram seus direitos violados e os vínculos rompidos com as famílias de origem, as quais não conseguiram cumprir sua função de cuidado e proteção.
Interessados em se inscrever como Família Acolhedora deverão estar aptos aos critérios estabelecidos como: ter idade superior a 24 anos e residir em Gravataí, entre outros. Para mais informações, entre em contato pelo (51) 3600-7679 (WhatsApp), por meio do site da Prefeitura de Gravataí, e-mail smfcas.familiaacolhedora@gravatai.rs.gov.br ou se dirija diretamente à SMFCAS, localizada na sede da Prefeitura (Avenida Itacolomi, 3600).
*Com informações e foto da Prefeitura de Gravataí














