O setor industrial de Gravataí esteve em evidência nesta terça-feira (16) com a realização da quarta edição do Fórum da Indústria, promovido pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Gravataí (Acigra). Com o tema “Indústria em Transformação: Estratégia, Liderança e Tecnologia”, o evento reuniu empresários, lideranças públicas, profissionais e especialistas no Paladino Tênis Clube para uma tarde de reflexões sobre os rumos do desenvolvimento produtivo da cidade.
Antes do início das palestras, empresas patrocinadoras e mantenedoras expuseram suas marcas e soluções, reforçando o ambiente de networking e a conexão entre os setores presentes. A movimentação marcou o início de uma programação que consolidou o fórum como uma das principais agendas institucionais da Acigra.

Na abertura oficial, a presidente da entidade, Graziella Isoppo, destacou o papel da Acigra como articuladora de ideias e promotora de conexões entre diferentes frentes do setor econômico. “Gravataí tem vocação industrial, e é papel da Acigra provocar reflexões sobre o futuro, fomentar a inovação e fortalecer quem produz. Precisamos olhar para frente, sem perder de vista o compromisso com as pessoas e com o desenvolvimento sustentável da nossa cidade”, afirmou.
Os painéis foram mediados por diretores da Acigra, que conduziram os debates e interações com os palestrantes ao longo da tarde, valorizando o diálogo entre as diferentes áreas do setor produtivo.
Entre os destaques da programação, o engenheiro Edgar Hackbart, gerente de manufatura da General Motors e líder de inovação da planta de Gravataí, ressaltou que a indústria precisa ser repensada de forma colaborativa. “Na GM, desenvolvemos soluções inovadoras em conjunto com nossas equipes. Inovação real nasce da escuta, da abertura à experimentação e da valorização das ideias que vêm da linha de frente”, ressaltou.

O psicanalista Tiago Febel, especialista em desenvolvimento humano e carreira, falou sobre os impactos das transformações sociais e emocionais nas lideranças empresariais. “Hoje, a principal habilidade de um líder não está apenas no comando técnico, mas na escuta ativa e no cuidado com as pessoas. Não há resultados sustentáveis sem uma gestão centrada em relações humanas saudáveis”, enfatizou.
O administrador Everson Oppermann, conselheiro da Aqua Wealth Management, reforçou a importância de uma atuação estratégica e consciente diante das rápidas mudanças. “A empresa que não investir em decisões com clareza e foco perderá relevância. O protagonismo empresarial é construído com base em inteligência emocional e visão de longo prazo”, frisou.
O advogado tributarista Rafael Korff Wagner, presidente da Comissão Especial de Direito Tributário da OAB/RS, apontou que a Reforma Tributária trará impactos significativos na estrutura das empresas e exigirá preparo técnico. “É fundamental que os empresários entendam o novo cenário fiscal e se antecipem para garantir competitividade e conformidade”, alertou.
Já a advogada Elaine Montezzana, especialista em compliance digital e LGPD, chamou atenção para os desafios da governança digital. “A cultura de proteção de dados precisa estar presente na rotina das empresas. Transparência e responsabilidade são pilares para a confiança do consumidor”, explicou.
Fechando a rodada, o mestre em marketing Thomaz Franzoni, professor de MBA e cofundador de startups de inteligência de dados, falou sobre o uso estratégico da informação. “Vivemos a era dos dados. A empresa que souber interpretar, cruzar e agir sobre essas informações sairá na frente em qualquer setor”, declarou.
















