A Secretaria Municipal da Saúde divulgou os resultados do 4º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2025 em Gravataí. O estudo foi realizado entre os dias 3 e 17 de novembro e teve como objetivo mapear a presença do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya no território urbano do município.
Ao todo, foram inspecionados 2.806 imóveis, distribuídos em 527 quarteirões de 37 localidades. O levantamento apontou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 1%, classificação considerada de alerta segundo os parâmetros do Ministério da Saúde, que estabelece como situação satisfatória índices abaixo de 1%, alerta entre 1% e 3,9% e risco de surto quando o indicador ultrapassa 4%.
De acordo com o responsável técnico do Núcleo de Vigilância dos Riscos e Agravos Ambientais Biológicos (NVRAAB), Róbinson Martins Korschner, o LIRAa é uma ferramenta estratégica para o planejamento das ações de saúde pública. O levantamento permite identificar as áreas com maior infestação, os tipos de criadouros predominantes e direcionar com maior precisão as medidas de controle e prevenção.
Para a execução do estudo, o território urbano de Gravataí foi dividido em 12 estratos, conforme metodologia preconizada pelo Ministério da Saúde. Cada estrato reúne regiões com características semelhantes, possibilitando uma amostragem representativa e análises mais detalhadas sobre a presença do mosquito.
Em relação aos focos identificados, os recipientes domésticos de pequeno porte concentraram a maior parte dos criadouros. Potes, pratinhos de vasos de plantas, pequenas fontes ornamentais e materiais de construção representaram 71,8% dos focos encontrados. Pneus corresponderam a 12,8%, enquanto depósitos de água ao nível do solo somaram 7,7%. Outros criadouros, como lixo acumulado, calhas, ralos, piscinas sem tratamento e depósitos naturais, apareceram em menor proporção.
A análise por estrato indicou que parte das regiões do município apresenta baixo risco de transmissão, enquanto outras permanecem em situação de alerta, com índices que chegam a até 2,6%. O cenário reforça a necessidade de manutenção contínua das ações de vigilância e prevenção.
A coordenadora do NVRAAB, Clarissa Spolaore, destaca que a participação da população é determinante no combate ao mosquito. Segundo ela, entre 70% e 80% dos criadouros do Aedes aegypti estão dentro ou no entorno das residências, o que torna essencial a eliminação semanal de recipientes que possam acumular água.
A Secretaria Municipal da Saúde informou que as ações de controle seguem de forma permanente em Gravataí, com monitoramento, orientações e intervenções nas áreas mais vulneráveis. A recomendação é que os moradores adotem cuidados simples no dia a dia, como revisar pátios, calhas, vasos de plantas e recipientes que possam acumular água, medidas fundamentais para reduzir o risco de proliferação do mosquito.















