A chegada do primeiro medicamento injetável à base de semaglutida produzido no Brasil começou a movimentar o mercado farmacêutico gaúcho. Desenvolvido pela farmacêutica EMS, o Ozivy já está sendo distribuído pelas principais redes de farmácias do Rio Grande do Sul e passa a representar uma nova alternativa para pacientes que realizam tratamento para diabetes tipo 2 e obesidade sob acompanhamento médico.
A rede Panvel iniciou a comercialização do medicamento no último sábado (13), em unidades de Porto Alegre. Segundo a empresa, o abastecimento das lojas da Região Metropolitana e do Interior ocorre de forma gradativa ao longo desta semana. Já a rede São João começou a distribuição nesta segunda-feira (15), com previsão de que o produto esteja disponível em suas unidades nos próximos dias.
A venda do medicamento exige prescrição médica e acompanhamento profissional, seguindo as determinações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Produzido em Hortolândia, no interior de São Paulo, o Ozivy chega ao mercado como a primeira versão nacional da semaglutida após o encerramento da patente da farmacêutica Novo Nordisk, responsável por medicamentos amplamente conhecidos como Ozempic e Wegovy.
A expectativa do setor é que a entrada de novos fabricantes amplie a concorrência e contribua para a redução dos custos dos tratamentos.
Na Panvel, o medicamento é comercializado em um modelo voltado ao início do tratamento. Na compra de duas canetas, cada unidade custa R$ 432, totalizando R$ 863. Já na rede São João, o valor informado é de R$ 464,81 por unidade.
Os preços ficam abaixo dos praticados pelos principais medicamentos da mesma categoria atualmente disponíveis no mercado. O Ozempic possui valores que podem ultrapassar R$ 1 mil, enquanto outras opções disponíveis chegam a custar vários milhares de reais, dependendo da dosagem e da apresentação.
Como age a semaglutida
A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, substâncias utilizadas no tratamento do diabetes tipo 2. Além de auxiliar no controle dos níveis de glicose no sangue, o medicamento atua na redução do apetite e no aumento da sensação de saciedade.
Nos últimos anos, os medicamentos à base dessa substância ganharam notoriedade devido aos resultados observados no tratamento da obesidade, tornando-se uma das categorias de maior crescimento dentro da indústria farmacêutica.
Com a chegada de uma alternativa produzida no país, a expectativa é de que mais pacientes possam ter acesso ao tratamento, especialmente em razão da redução dos custos em comparação com os medicamentos importados já disponíveis no mercado.














