Uma operação conjunta do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS) e da Polícia Federal resultou no resgate de seis trabalhadores indígenas submetidos a condições análogas à escravidão em uma propriedade rural de Glorinha. A ação ocorreu na terça-feira (30).
Durante a fiscalização, as equipes constataram que os trabalhadores atuavam na produção de legumes sem vínculo formal de emprego e viviam em condições consideradas degradantes. O proprietário da área foi preso em flagrante pela Polícia Federal. A identidade dele não foi divulgada.
Conforme os órgãos responsáveis pela operação, os trabalhadores estavam alojados em uma estrutura precária de madeira, sem condições adequadas de moradia e higiene. Também foram verificadas irregularidades relacionadas à segurança do trabalho, como a falta de equipamentos de proteção individual e a ausência de itens básicos, entre eles cobertores.
Os seis resgatados são homens, com idades entre 20 e 30 anos, integrantes do povo guarani. Um deles é de nacionalidade argentina, dois são de Santa Catarina e os outros três são do Rio Grande do Sul.
Após o resgate, foram iniciados os procedimentos para quitação das verbas trabalhistas devidas aos empregados. O proprietário também firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho, comprometendo-se a encerrar as irregularidades, indenizar os trabalhadores pelos danos morais individuais e custear o retorno deles aos locais de origem.
A operação integra as ações permanentes de combate ao trabalho análogo à escravidão realizadas pelos órgãos de fiscalização e investigação em todo o país.















