
Na ocasião em que ouviu prefeitos, secretários e responsáveis técnicos pela mobilidade urbana nos municípios da Grande Porto Alegre sobre os fatores que estão resultando na crise do sistema intermunicipal, nesta segunda-feira (04), a Comissão Especial do Transporte Público Metropolitano da Assembleia Legislativa anunciou o encaminhamento de uma pesquisa junto às prefeituras, de modo a obter um panorama mais aprofundado da situação. De acordo com a presidente do colegiado, a deputada estadual Patrícia Alba (MDB), os dados servirão como referência para propor soluções que cheguem ao cidadão.
O encontro, que ainda registrou a participação de entidades ligadas aos transportadores e trabalhadores do setor rodoviário, também foi unânime quanto à necessidade de criação de uma política pública estadual voltada para o transporte coletivo.
“A pandemia evidenciou que essa discussão já deveria ter sido feita há muito tempo. Precisamos discutir integração e rever benefícios, sim. Da mesma forma que cabe ao Estado tornar definitivo o que hoje é provisório. O cidadão não pode mais pagar essa conta do transporte coletivo sozinho”, declarou a parlamentar, em referência ao subsídio para o sistema.
No mesmo sentido, o secretário de Mobilidade Urbana de Porto Alegre, Adão de Castro Júnior, reforçou a importância de trabalhar por iniciativas que coloquem as pessoas em primeiro lugar. “O nosso foco tem que ser o usuário, temos que levar em conta o que ele pensa. E o primeiro item que ele elenca é o valor da passagem. Ainda está caro para quem usa”, afirmou.
Já os municípios de Gravataí e Cachoeirinha, representados pelo secretário de Mobilidade Urbana, Guilherme Ósio, e pelo chefe do Departamento de Trânsito, Everson Flores, relataram as experiências locais com o subsídio, que possibilitou a redução da tarifa para o menor patamar da Região Metropolitana. No caso de Viamão, o aporte de recursos significou redução de R$ 0,30.
“Também observamos que uma tarifa mais baixa produz efeitos para a economia e geração de empregos. Afinal, estamos desonerando a folha de pagamento de quem empreende na cidade, estimulando a atração de investimentos”, justificou Ósio.













