Recentemente a Secretaria Estadual de Segurança Pública do Governo do Estado divulgou índices que apontam a redução de indicadores criminais no Rio Grande do Sul. No que diz respeito a violência contra a mulher, em 2024 Gravataí teve redução de 8% em relação ao ano anterior, totalizando 1.264 casos registrados nos 12 meses. Desses, 439 ocorrências referiam-se a lesões corporais, 86 a estupros, 736 ameaças e três tentativas de feminicídio.
Em um pouco mais de um ano de funcionamento, a Procuradoria Especial da Mulher, localizada na Câmara de Vereadores de Gravataí e presidida pela parlamentar, Anna Beatriz, já atendeu mais de 100 mulheres vítimas de violência.
“Temos conseguido evoluir em todas as frentes. Em 2024, por exemplo, não aconteceu nenhum feminicídio em Gravataí. Mas ainda temos muito o que avançar. Tanto do ponto de vista dos serviços, de aprimorarmos o atendimento e a proteção à mulher, quanto do acesso à informação. Muitas vezes, a vítima desconhece a estrutura que já existe para a proteção, e é nossa responsabilidade fazer com que este serviço público seja conhecido por todos. Além da coragem, da vítima e de quem convive com ela, é preciso facilitar cada vez mais o acesso para denúncias”, aponta a vereadora.
De acordo com informações, mesmo com uma redução geral de 8% nos crimes de violência contra a mulher, relacionados à Lei Maria da Penha, 1.264 sofreram algum tipo de violência em Gravataí em 2024, ou um caso a cada 7 horas. Uma redução de 75% nos casos de crimes contra a vida relacionados à Lei Maria da Penha em relação a 2023, quando uma mulher foi assassinada em crime caracterizado como feminicídio e 11 mulheres haviam sofrido tentativas de feminicídio. Em todo o Estado, houve redução de 7% nos crimes de violência contra a mulher.
Dado preocupante, porém, ainda são 86 mulheres vítimas de estupros em Gravataí no último ano. Significa uma mulher estuprada na cidade a cada 100 horas. Proporcionalmente, a probabilidade de uma mulher ser vítima deste tipo de crime em Gravataí é 60% maior do que em Porto Alegre, por exemplo. Mesmo com uma redução significativa em relação aos 109 casos registrados em 2023, em números de casos, Gravataí ficou atrás somente da Capital nos registros de estupros.
“Temos buscado mais informações para entendermos o perfil destes crimes e das vítimas, aumentado o diálogo com a Secretaria Municipal da Mulher e Direitos Humanos, com a Secretaria Municipal da Educação, com os órgãos de Segurança Pública e Justiça para uma ação educativa e preventiva realmente eficiente. É um compromisso de todas nós frearmos esse ciclo de violência“, diz a parlamentar.
Cabe ressaltar que além destas ações da Procuradoria, governantes também planejam a concretização de ações nas escolas da cidade, como parte do projeto “Maria da Penha nas Escolas”, da vereadora Ana Beatriz, que visa abordar o assunto de maneira didática com as crianças e adolescentes e que foi aprovado e sancionado pelo prefeito Luiz Zaffalon em 2024.
Rede de proteção em Gravataí
- Denúncias: 190 / 180
- Delegacia da Mulher / Sala das Margaridas (Rua Jorge Amado, 761): 3495-2711 / 3431-6083
- Casa Lilás (Rua Heitor de Jesus, 232): 3600-7720 / 7721
- Patrulha Maria da Penha (casos de cumprimento de medida protetiva): 190
- Procuradoria da Mulher (Câmara de Vereadores): 3484-8896, email: procuradoriadamulher@cmgravatai.rs.gov.br
*Com informações da Assessoria de Imprensa














