Desde o início da operação de limpeza das ruas de Porto Alegre até a última terça-feira (2), 92,2 mil toneladas de entulhos resultantes da enchente foram recolhidas pelas equipes da prefeitura. Desse total, 29,5 mil toneladas foram encaminhadas ao aterro São Judas Tadeu, que fica no Complexo do Parque Ambiental de Gravataí.
Este volume representa um terço dos resíduos retirados das ruas da capital. O contrato entre a prefeitura e o aterro para o descarte de resíduos tem validade de seis meses, podendo ser prorrogado. No entanto, segundo o diretor-geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), Carlos Alberto Hundertmarker, a prorrogação não será necessária. Os detritos são removidos de terrenos temporários em Porto Alegre e, posteriormente, levados ao aterro.
A contratação prevê que Porto Alegre envie entre 77 mil e 188 mil toneladas de lixo ao aterro, que possui capacidade para receber aproximadamente 460 mil toneladas. O espaço conta com 270 hectares passíveis de licenciamento, conforme a direção do local. Até o momento, 17,08 hectares foram utilizados para receber os detritos.
Inicialmente, o aterro São Judas Tadeu possuía licença para receber resíduos inertes, como restos de obras, pedras, areia e sucata. No entanto, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) autorizou a recepção de entulhos da enchente pelo prazo de 12 meses. Além de Porto Alegre e Gravataí, o município de Canoas também está encaminhando detritos ao local.














