A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada pela Câmara de Vereadores de Gravataí para investigar questões relacionadas aos serviços prestados pela Corsan segue em fase de análise documental e deve ter seu prazo prorrogado por mais 90 dias.
Segundo o Presidente da Comissão, vereador Hiago Pacheco (PP), na última semana foram encaminhados ofícios a diversos órgãos públicos e entidades envolvidas direta ou indiretamente com o tema. A principal expectativa da comissão está relacionada ao recebimento de documentos por parte da Corsan, que deve apresentar o plano de ação da companhia no município, registros de falta de água e outras informações consideradas fundamentais para a análise dos problemas relatados pela população.
Além da concessionária, a CPI também aguarda o encaminhamento de documentos por parte do Procon, que possui um volume significativo de registros de reclamações relacionadas aos serviços de abastecimento e atendimento aos consumidores.Segundo Hiago, é a partir destes cruzamentos de informações que a CPI poderá definir os próximos encaminhamentos, incluindo a possibilidade de realização de uma audiência pública para ampliar o debate sobre o tema.
Embora o prazo inicial da CPI seja de 90 dias, o vereador admite que a conclusão das investigações dentro desse período é improvável. A avaliação é de que os trâmites legais, os prazos para resposta dos órgãos oficiados e os períodos sem expediente acabam prolongando o andamento dos trabalhos. Com isso, a tendência é que seja solicitada uma prorrogação de prazo por mais 90 dias, mecanismo previsto no regimento e considerado necessário para garantir a análise completa da documentação e a elaboração do relatório final da CPI.














