Desde o dia 2 de maio, o Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Aldeia dos Anjos já ultrapassou a marca de 240 mil marmitas produzidas, em Gravataí. A ação voluntária foi um dos principais serviços prestados pela entidade tradicionalista durante a catástrofe climática do estado, o que auxiliou pessoas de toda a Região Metropolitana.
Conforme Bruno da Silva, um dos representantes do CTG, a instituição, além de abrigar pessoas, se tornou um grande centro de distribuição de doações, seja de roupas, água, alimentos ou demais mantimentos. Assim que as enchentes começaram a tomar uma proporção muito grande no estado, a operação foi iniciada no local.

“Nos primeiros dias, quando ainda estavam acontecendo os resgates, nós chegamos a servir cerca de mil refeições por dia, pois o CTG acabou se tornando ponto de chegada das pessoas na cidade. Logo em seguida, nos organizamos com agendas e começamos a produzir marmitas que foram distribuídas em toda a Região Metropolitana, desde abrigos até bairros e vilas. Nesta quarta (5/6), fiz 300 entregas em Eldorado do Sul, 300 em Canoas e mais algumas no Humaitá”, conta Bruno.
De acordo com a entidade, os responsáveis que fizeram vínculo com comunidades carentes (desabrigados, desalojados, ilhados) da região, entraram para a agenda do Aldeia dos Anjos, que, conforme o número de marmitas solicitadas, produziam e preparavam os alimentos para serem distribuídos diariamente. Tendo em vista o cenário de reconstrução que se inicia no estado, o fornecimento das marmitas encerra no próximo domingo (9/6), porém a expectativa é de que seja alcançada a marca de 250 mil produções até lá.

“Nós vamos trabalhar com isso até o final de semana, então é bem provável que iremos bater essa marca. Mas, apesar de encerrarmos esse serviço em específico, vamos continuar com as arrecadações, pois temos um galpão nos fundos do CTG que serve de CD para receber as cargas de caminhões, carretas e doações avulsas. O grupo de jipeiros também tem nos ajudado muito com a distribuição, três vezes por semana saem em comboio levando as arrecadações por toda a região. Além disso, muitas pessoas que pegavam marmitas vão começar a receber alimentos não perecíveis para poder cozinhar, então nós não temos um prazo para terminar essa ação. Enquanto tiver gente que precisa, iremos dar sequência no serviço voluntário!”, ressalta Bruno.
Fotos – Divulgação















