Toda cidade guarda histórias que o tempo não pode apagar. Algumas permanecem nos livros, outras sobrevivem nas fotografias, nos documentos e, sobretudo, nas lembranças de quem as viveu. Em Gravataí, parte dessa memória tem nome, sobrenome e um legado dedicado a revelar as origens de seu povo: Agostinho Martha. É para reencontrar essa história pelas vozes de sua própria família e de quem ajudou a preservar sua trajetória que a Secretaria Municipal de Cultura começa a produzir um documentário especial.
O secretário adjunto de Cultura de Gravataí, jornalista Giulliano Pacheco, esteve em Porto Alegre, no último sábado (10/10), acompanhado do historiador Carlos Albani, para um encontro especial com os filhos de Agostinho Martha: Maria Olívia, Afonso Celso e Pedro Moacir. A conversa, marcada por memórias e relatos familiares, integra as primeiras etapas da produção audiovisual.
A iniciativa é desenvolvida pela Secretaria Municipal de Cultura, por meio de seu Departamento de Produção de Documentários, e busca resgatar a trajetória de Agostinho Martha a partir das lembranças de seus familiares, de pesquisas históricas e de depoimentos de outras personalidades que também serão convidadas a participar do projeto. O título do documentário ainda é mantido em segredo, mas sua essência já se revela: preservar a memória de quem dedicou a vida a registrar a história de Gravataí.
Agostinho Martha (1914–1991) foi historiador e pesquisador gravataiense que dedicou sua vida a investigar, reunir e documentar informações sobre a formação histórica de Gravataí e da antiga Aldeia de Nossa Senhora dos Anjos. Compilou documentos históricos e diversas outras fontes, construindo um importante acervo sobre as origens e o desenvolvimento do município.
Entre suas contribuições está a obra “Nossa Terra, Nossa Gente: A História de Gravataí entre 1730 e 1950”, desenvolvida inicialmente como uma coluna do tradicional jornal local O Gravataiense, sendo hoje a maior referência para o conhecimento da história local. Seu legado permanece presente na memória da cidade e dá nome ao Museu Municipal Agostinho Martha, criado em 1974 e instalado em um sobrado histórico no Centro que celebra 200 anos de construção este ano.
A direção do documentário está a cargo de Giulliano Pacheco, enquanto o roteiro é elaborado por Carlos Albani, historiador da Secretaria Municipal de Cultura. A proposta é construir uma narrativa documental que vá além dos registros históricos, aproximando o público da dimensão humana de Agostinho Martha por meio das lembranças de seus filhos, dos relatos de pessoas que conheceram sua trajetória e das contribuições de pesquisadores e outras personalidades convidadas.
O projeto integra as ações relacionadas à restauração do Museu Municipal Agostinho Martha, importante patrimônio histórico e cultural da cidade. A previsão é que as obras de restauro sejam concluídas até o final deste ano, marcando uma etapa importante na preservação desse espaço que guarda parte significativa da memória de Gravataí.
A previsão é que o documentário seja concluído e exibido durante a programação especial de entrega do Museu Municipal Agostinho Martha, celebrando a restauração desse importante patrimônio histórico e cultural do município. Mais do que contar a história de um homem que dá nome a um museu, a produção pretende revelar as memórias por trás do patrimônio, aproximar gerações e reafirmar a importância de preservar aquilo que nos conecta às nossas origens.
*Informações e foto da Prefeitura de Gravataí














