
O prefeito Luiz Zaffalon se reuniu de forma virtual na tarde desta terça-feira (16) com representantes de diversos setores da sociedade para discutir medidas que possam auxiliar o município, já que segundo ele, a Vigilância Epidemiológica de Gravataí apresentou nesta semana a necessidade de lockdown para frear a crescente de infecções pelo coronavírus.
Ao abrir a reunião, Zaffalon criticou o descumprimento durante a bandeira preta e explicou que o município não suportaria um lockdown. “Estamos aqui para pensar em conjunto as soluções. Queremos discutir ideias e então abrimos esta conversa. É evidente que não temos tamanho para um lockdown. Quem sabe no Centro da cidade”, disse ele sobre a fiscalização, que não consegue ter a mesma eficiência nos bairros.
Zaffa prosseguiu; “fazer uma boa bandeira preta? Qualquer lojinha coloca um pacote de arroz, uns quilos de alimentos e passa a ser serviço essencial. Então a complicação é muito grande, a fiscalização também”, criticou.
Em seguida, o prefeito pontuou: vamos fazer lockdown nos finais de semana? aumentar a fiscalização? são medidas que precisamos pensar, já que a vacina não temos, vamos ter que seguir o ritmo que o Brasil quer.
Comércio e Indústria concordam
Durante as falas, a presidente da Associação Comercial Industrial e de Serviços de Gravataí (Acigra), Ana Cristina Pastro, disse ser contra o lockdown, mas concorda com a medida aos finais de semana. “A pandemia está matando, mas a fome também. O impacto dessa pandemia está levando as pessoas a morte, elas estão se mantando, e é assustador o número de suicídios que acontecem diariamente. E sabemos que o contágio está acontecendo, mas especialmente nos finais de semana. Então somos contra um lockdown, mas a favor da medida nos finais de semana, deixando apenas a tele-entrega e o pague e leve”, sugeriu Ana.
O mesmo posicionamento foi compartilhado pelo presidente do Sindilojas, José Rosa. “Capão da Canoa fez um lockdown até em mercados e farmácias, no fim de semana. Na sexta-feira deu uma super lotação. Deu aglomeração. Foi uma experiência que nesse formato não deu certo”, comentou.
Reforço nas orientações
A juíza da 1ª Vara Criminal e diretora do Fórum de Gravataí, Dra. Valéria Eugênia apontou como ideia uma série de medidas mais firmes de conscientização a serem promovidas pelo município. A magistrada destacou que o reforço nas campanha ajudará na repercussão dos cuidados com o vírus, principalmente aos jovens, que são influenciadores dos mais velhos.
Além disso, Valéria destacou que o momento é de união, e pediu para não encontrar culpados. “Não existe fórmula mágica, não existe culpado. A população não é culpada disso, não devemos ter raiva de ninguém. Estamos na mesma guerra. Muitos destes que descumprem estão mal instruídos, muitos estão assutados como nós estamos, eles não são vilões, a população é vítima como nós”, destacou a juíza.
MP confirma ser contrário ao fechamento da emergência Covid
A promotora do Ministério Público, Janine Rosi Faleiro, aproveitou o espaço de diálogo entre os poderes e reforçou a posição do órgão pelo anúncio de fechamento da emergência Covid, feito ontem pela direção da Santa Casa. “A gente entende a atual situação de que a capacidade está esgotada, mas infelizmente não podemos aceitar o fechamento, porque as pessoas não terão onde procurar. Então o Ministério Público (MP) se posiciona contra o fechamento, e teremos que trabalhar para auxiliar a população neste momento”, destacou a promotora.















