A Delegacia de Homicídios de Gravataí (DHPP) já trabalha com a hipótese de emboscada na execução registrada na tarde de ontem, na região do Parcão — um dos pontos mais movimentados do centro da cidade. O ataque, ocorrido a poucos metros do Fórum, expôs a frieza da ação criminosa e acendeu o alerta das forças de segurança pela ousadia dos executores, que não hesitaram em atirar em plena luz do dia, enquanto moradores ainda circulavam para o horário de almoço.
De acordo com as informações apuradas pelo Giro de Gravataí com fontes ligadas à investigação, o homem morto dentro de um Hyundai i30 preto, de 32 anos, tinha vínculo conhecido com uma facção criminosa e estava em regime semiaberto, monitorado por tornozeleira eletrônica. Embora sua base fosse Porto Alegre, o investigado havia se fixado recentemente em Gravataí, ação que, segundo policiais, pode ter despertado a atenção de faccionados rivais.
Os agentes já levantaram imagens de câmeras de segurança de diversos estabelecimentos da região. Uma das linhas de trabalho aponta que o veículo da vítima circulou por outros pontos comerciais momentos antes do crime, o que reforça a tese de que ele teria sido monitorado ou acompanhado por seus algozes.
Conforme relataram testemunhas, a ação foi rápida: após uma sequência inicial de disparos, uma motocicleta deixou o local em alta velocidade. Dentro do carro alvejado, estava o motorista já sem vida e um segundo ocupante, que foi socorrido ao hospital e segue sendo ouvido pelos investigadores assim que seu estado clínico permite. O hospital em que ele foi levado não foi divulgado.
A Polícia Civil trabalha, ainda, com a possibilidade de que a vítima estivesse almoçando em um restaurante próximo e não descarta que o atirador, que monitorava o alvo, estive também no mesmo local. Ao entrar no veículo ele foi alvejado por diversos disparos. Ainda segundo fontes, a atitude remete a um atirador que calculou e reduziu as possibilidades da vitima de fugir.
Logo após o ataque, a Brigada Militar realizou buscas na região. Um helicóptero da corporação foi acionado para varredura aérea, mas nenhum suspeito foi localizado até o momento. A Polícia Civil pede que informações possam ser repassadas à investigação por meio do Denúncia Digital 181 – Secretaria da Segurança Pública. O sigilo é garantido aos denunciantes.
Foto: Gysa Santana/Gravataí 24 Horas/Reprodução














