O governo federal lançou nesta segunda-feira (4) a nova versão do programa de renegociação de dívidas, o chamado “Novo Desenrola Brasil”. A reformulação do programa permite a renegociação de débitos ligados ao cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com taxas de juros limitadas e descontos que podem chegar a 90% do valor total da dívida.
Uma das principais novidades da iniciativa, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é a possibilidade de utilização de até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação dos débitos, mecanismo que deve ampliar a capacidade de pagamento dos beneficiários e acelerar a regularização financeira.
O programa também estabelece novas regras de comportamento financeiro para os participantes. Entre elas, está o bloqueio por um ano em plataformas de apostas online para quem aderir à renegociação, medida que busca evitar o reendividamento associado a jogos digitais.
Segundo o governo, a iniciativa surge em um cenário de endividamento elevado no país, com dezenas de milhões de brasileiros inadimplentes, e pretende atuar especialmente junto às famílias de baixa e média renda. A expectativa é que o novo Desenrola movimente bilhões de reais em dívidas renegociadas e estimule o consumo, ao mesmo tempo em que reorganiza o orçamento doméstico.
Quem pode participar
O Novo Desenrola Brasil é voltado principalmente para pessoas físicas com renda mensal de até dois salários mínimos ou inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico). Também podem aderir consumidores com dívidas negativadas até determinado valor — ainda a ser detalhado na regulamentação — e que tenham sido contraídas junto a instituições financeiras ou empresas de serviços.
Além desse grupo prioritário, o programa prevê a possibilidade de inclusão de uma faixa mais ampla de devedores, com renda maior, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelos bancos participantes.
Para participar, o consumidor deverá acessar a plataforma oficial do programa ou negociar diretamente com as instituições credoras habilitadas, onde poderá consultar as ofertas disponíveis, comparar condições e escolher a melhor forma de pagamento.
*Informações e Foto: Governo Federal.













