A Prefeitura de Gravataí promoveu, na quinta-feira (26/6), um curso voltado à prevenção contra crimes digitais para pessoas a partir de 60 anos, na 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana. Organizado pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento Humano e Capacitação (SMDHC) em parceria com a Polícia Civil, o evento contou com a participação de 30 idosos, oriundos de associações e grupos de núcleos de ginástica da cidade.
“Todo o cuidado que nós vamos ter para com o idoso já tem dentro do planejamento Secretaria, que não é só proteger e blindá-los das violências que nós sofremos, mas também poder capacitá-los para a empregabilidade”, destaca a titular da SMDHC, Mari Léia Bastiani.
O objetivo da parceria foi prevenir os idosos, que são as vítimas mais vulneráveis aos crimes financeiros digitais, para que tenham a chance de se proteger. A ação se repetirá também por meio de palestras nos núcleos de ginástica do município.
“Os crimes de estelionato têm o objetivo de tirar uma vantagem econômica, e não tem uma quantidade definida, sendo que os mais comuns ocorrem muito rápido. Então, enquanto nós trabalhamos contra uns, somos surpreendidos com outros crimes. Os golpes digitais são feitos para ludibriar, enganar e nos convencer de que aquilo é verdade e nada mais são do que crime de estelionato: é um chamariz psicológico como vantagem econômica e hoje em dia, no mundo digital, é muito mais fácil de se conseguir as informações da vítima do que antigamente”, esclarece o delegado Anderson Spier, titular da 1ª DPRM.
Com palestra e bate-papo com os participantes, a população idosa também teve acesso a exemplos de casos de golpes digitais comuns de estelionato, entre eles:
– Pix por engano;
– Compra equivocada;
– Ajuda no caixa eletrônico;
– Bilhete premiado;
– Golpe do WhatsApp;
– Falso delivery;
– Falso atendente do banco;
– Empréstimo consignado;
– Golpe dos correios ou falso SMS;
– Golpe do amor ou falso soldado.
Golpes digitais
Os golpes digitais são crimes de estelionato que visam “obter para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”. Geralmente, são crimes praticados sem violência, que precisam da participação da vítima para alcançar o benefício financeiro almejado e nos quais os criminosos possuem grande poder de argumentação e de convencimento.
*Com informações da Prefeitura de Gravataí. Foto: Cleonilda Silva















