
No primeiro dia de treinamentos coletivos, dois atletas gremistas foram isolados. Ambos assintomáticos com confirmação de coronavírus, pelo lado colorado quatro atletas também já tiveram a doença confirmada. Mais uma razão para não iniciarmos as competições, o perigo ainda é grande demais.
Na mesma semana em que os clubes de Porto Alegre obtiveram autorização para trabalhos coletivos, a vizinha Santa Catarina tem incertezas sobre seu estadual. Final no Rio de Janeiro teve jogador do Fluminense afastado de última hora por teste positivo do novo coronavírus.
Na última quarta-feira o Catarinense teve sua volta comemorada pelos amantes do futebol no nosso estado vizinho, a Chapecoense venceu o Avaí por 2×0 com direito a torcida virtual na Arena Condá. Após o jogo, surpreendam-se, 14 jogadores do Verdão do Oeste foram confirmados com coronavírus, um deles em estado grave no hospital. O atacante Roberto está internado em Chapecó e classificou o vírus como o maior desafio de sua vida.
No Rio de Janeiro o atacante Wellington Silva do Fluminense foi diagnosticado com covid-19 poucas horas antes de entrar em campo diante do Flamengo. E os seus colegas que estavam treinando com ele durante a semana? Não haveria risco de novas contaminações no FlaFlu? Mais uma vez a imprudência falou mais alto e a partida ocorreu normalmente.
Estes fatos apenas mostram que ainda não estamos em condições sanitárias para o retorno do futebol, por mais que tenhamos rígidos protocolos de segurança, não existe garantia para a saúde dos envolvidos. Não são apenas os jogadores, dirigentes e arbitragem também correm um grande risco, em Santa Catarina três árbitros foram contaminados após a rodada da última semana.
Entendo que necessitamos de planejamento e datas na mesa, no entanto como nosso país ainda está no ápice da pandemia, deveríamos resguardar os profissionais. Pensando em Libertadores, a solução mais segura seria o confinamento e disputa do restante da competição em uma sede única. Uruguai, Paraguai talvez, onde não haja um grande risco de contágio.
O Brasil por suas extensões continentais ainda precisa ter um pouco mais de paciência para que logo possamos voltar a ter nosso esporte favorito de volta. Com emoção e principalmente saúde e segurança. Os clubes e autoridades precisam pensar nisso antes de forçar qualquer tipo de competição em um calendário que já deveria estar em sua reta final.













