
Foi protocolado na Câmara Municipal de Cachoeirinha, nesta sexta-feira (1º), um novo pedido de impeachment do prefeito Miki Breier, que foi afastado do cargo na manhã de ontem, por uma decisão judicial. O processo é assinado pelo advogado Adriano da Luz, representando a ex-vereadora e ex-candidata a vice-prefeita Jacqueline Ritter.
De acordo com o advogado o pedido é baseado nas operações Proximidade e Ousadia, do Ministério Público, que apontaram irregularidades na contratação da empresa responsável pela limpeza urbana na cidade. “A situação é tão relevante que foi notícia em todo o país. Não tivemos acesso ao processo criminal, mas as notas do Ministério Público já são muito importantes. Cabe à Câmara inquirir o MP e pedir as provas”, argumentou.
Adriano da Luz ainda ressaltou o afastamento do prefeito como indício importante. “Para o MP pedir o afastamento e para o desembargador aceitar, é porque tem elementos robustos”, analisou.
Descrente da questão política, o advogado acredita que o andamento do processo vai depender das decisões judiciais. “Acredito que o pedido vai ser aceito, depois, é uma incógnita. Caso ele volte, o que eu acho muito improvável, o pedido vai ser arquivado, porque aí entram as negociações, cargos, secretarias”, ponderou.
Na mesma linha, Jacqueline fez fortes cobranças aos vereadores. “Ninguém na Câmara pode dizer que foi pego de surpresa. Quem diz isso, nunca fiscalizou uma licitação. A Câmara não pode ser omissa, ser relapsa”, cobrou. A ex-vereadora ainda adiantou que outros contratos da Prefeitura devem ser investigados. “Quero destacar que Cachoeirinha tem grandes problemas com a iluminação pública, com os contâiners, no sistema de informática. São problemas de licitação”, afirmou.














