A Polícia Federal (PF) concluiu o indiciamento de 17 pessoas por suspeita de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa em um esquema que teria desviado recursos da área da Saúde. O fato novo da investigação é o indiciamento formal dos envolvidos. A apuração, contudo, já havia resultado anteriormente em uma prisão em Gravataí e no sequestro de cinco bens na cidade, incluído uma casa e quatro veículos.
De acordo com a PF, o esquema teria sido operado por meio do Instituto Riograndense de Desenvolvimento Social Integrado (Irdesi), organização social que administrava unidades de saúde em Jaguari (RS) e Embu das Artes (SP) até novembro. Em Gravataí, um advogado foi preso durante a operação, em um condomínio na Vila Morada Gaúcha. A corporação não detalhou publicamente a participação individual dele no esquema.
As investigações indicam que o Irdesi recebeu R$ 340 milhões em recursos públicos entre 2022 e 2025. Parte desses valores teria sido desviada por meio de contratos e pagamentos por serviços não executados, além do custeio de despesas pessoais dos investigados. O presidente do instituto, Humberto Silva Baccin, foi preso preventivamente no fim do mês passado e permanece no Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande (MT).
Entre os indiciados estão a esposa de Humberto, Maíne Baccin, e a ex-companheira, Tássia Nunes, que, segundo a PF, constavam na folha de pagamento do instituto com salários de até R$ 23 mil sem atuação comprovada. A investigação também apura o pagamento de aluguéis, viagens internacionais e bens de alto valor com recursos do instituto.
Uma das empresas citadas é a Valquíria Serviços, que receberia R$ 260 mil mensais para manutenção de um hospital em Embu das Artes. A PF aponta indícios de que os serviços não teriam sido prestados. Há ainda suspeitas de direcionamento de licitação envolvendo a Fundação de Proteção Especial (FPE), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Social do RS.














