Um levantamento nacional realizado pelo Paraná Pesquisas revela que a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra índice de desaprovação superior ao de aprovação entre os brasileiros. O estudo ouviu 2.038 eleitores em 163 municípios, abrangendo os 26 estados e o Distrito Federal, entre os dias 18 e 22 de dezembro, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Ao avaliar a gestão federal de forma detalhada, 12,9% dos entrevistados classificaram a administração como ótima, enquanto 19,8% a consideram boa. Para 23,1%, o desempenho é regular. Já 8,0% avaliam como ruim, e 34,8% classificam a gestão como péssima. Outros 1,4% não souberam ou preferiram não opinar.
Quando questionados de forma objetiva sobre aprovação ou desaprovação, 45,6% afirmaram aprovar o governo Lula, índice praticamente estável em relação à pesquisa anterior, realizada em novembro, quando a aprovação era de 45,9%. A desaprovação atinge 50,9%, mantendo o mesmo percentual do levantamento anterior. Não souberam ou não opinaram 3,5% dos entrevistados.
O recorte por gênero aponta diferenças relevantes. Entre os homens, 41,4% aprovam a administração federal, enquanto 54,8% desaprovam. Já entre as mulheres, o cenário é mais equilibrado: 49,3% aprovam e 47,4% desaprovam a gestão do presidente. Os índices de indecisão são semelhantes nos dois grupos.
Na análise por religião, o levantamento mostra que 51,1% dos católicos aprovam a administração federal, enquanto 45,7% desaprovam. Entre os evangélicos, a desaprovação é significativamente maior: 63,1%, contra 33,9% de aprovação. Já entre os entrevistados de outras religiões, 46,8% aprovam e 47,7% desaprovam a gestão presidencial.
Os resultados também variam conforme a região do país. No estrato que reúne as regiões Norte e Centro-Oeste, 42,7% aprovam a administração Lula, enquanto 54,2% desaprovam. No Nordeste, a gestão mantém vantagem: 58% de aprovação contra 38,1% de desaprovação. No Sudeste, 41,6% aprovam e 54,8% desaprovam o governo federal. Já na Região Sul, a desaprovação alcança 60,7%, enquanto 36,6% dos entrevistados manifestam aprovação.
O levantamento indica que, apesar de estabilidade nos índices gerais em relação à pesquisa anterior, a administração federal segue enfrentando resistência majoritária em parte expressiva do eleitorado, especialmente nas regiões Sul e Sudeste e entre o público evangélico, enquanto mantém melhor desempenho no Nordeste.














