A inauguração de um templo dedicado a Lúcifer em Gravataí ganhou novos desdobramentos e repercussão internacional. Os responsáveis pelo local, mantido sob sigilo, devem protocolar nos próximos dias a documentação necessária para obter o Alvará de funcionamento. Sendo autorizado, o templo poderá abrir e realizar cultos abertos aos seguidores.
No início da semana, a Prefeitura de Gravataí obteve na Justiça a suspensão das atividades do templo, alegando que o local não possuía as liberações necessárias para atuar como centro religioso. Entre as pendências estavam o cadastro como pessoa jurídica no município e o Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI). Em nota, a Prefeitura destacou que a medida também foi motivada pela insegurança gerada pela repercussão do caso.
“É um ato de intolerância. Duvido que fariam isso com uma igreja. Existem igrejas que funcionam sem alvará, e ninguém questiona se os retiros espirituais realizados no Carnaval têm alvará ou não”, afirmou Mestre Lukas de Bará, um dos responsáveis pelo templo, em contraponto.
Local privado
Antes da disputa judicial, a Prefeitura e o prefeito Luiz Zaffalon precisaram desmentir informações inverídicas que circulavam, as chamadas fake news, alegando que o terreno do templo teria sido doado pelo município.
“Diante da grande repercussão nas redes sociais e questionamentos à Prefeitura, a administração municipal informa que não tinha conhecimento até o momento sobre a criação de um santuário dedicado a Lúcifer na cidade. Não há qualquer vínculo ou recurso público da Prefeitura no empreendimento”, afirmava a nota oficial.















