A Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu, na manhã desta terça-feira (26), ordens judiciais em Gravataí e em outras cidades do país no âmbito de uma operação que investiga um golpe milionário aplicado contra um engenheiro em 2022. A vítima, morador da Região Metropolitana, perdeu quase R$ 1,4 milhão após criminosos se passarem por funcionários do setor de segurança do banco em que ele mantinha investimentos.
Segundo as investigações, os golpistas tiveram acesso ao computador do engenheiro por cinco dias, período em que transferiram os valores para contas de terceiros em quatro Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. O dinheiro foi pulverizado em diferentes operações financeiras.
Em Gravataí, os policiais cumpriram mandados de busca em endereços ligados a suspeitos de integrar o esquema. Uma das ordens judiciais determinou o sequestro de um apartamento, supostamente adquirido com valores do golpe. Além disso, foram bloqueadas contas bancárias e apreendidos oito veículos do grupo — seis carros e duas motocicletas — com a intenção de viabilizar o ressarcimento da vítima.
Entre os investigados está um morador de São Paulo apontado como ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele teria se capitalizado com parte dos valores e hoje é dono de uma adega, além de ostentar veículos de alto padrão. Outros dois alvos da capital paulista também são apontados por movimentar recursos desviados.
No Rio Grande do Sul, dois suspeitos foram identificados por terem movimentado cerca de R$ 500 mil do montante. Ao todo, a investigação chegou a 28 nomes relacionados à fraude. O caso, porém, teve um revés em 2022, quando informações sigilosas da apuração foram vazadas a advogados de investigados, que ingressaram com pedidos de habeas corpus preventivos antes mesmo da operação policial.
O episódio levou à descoberta de que uma ex-estagiária do Tribunal de Justiça do RS havia usado o login e a senha de um servidor para acessar dados do processo de dentro de um escritório de advocacia em Porto Alegre. Ela foi indiciada por associação criminosa e violação de sigilo funcional.














