A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (10), a Operação SOS para desarticular um esquema de fraudes e direcionamento de contratos envolvendo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Porto Alegre. Entre os alvos da ação está um casal morador de Gravataí, suspeito de participar do esquema que, segundo a investigação, funcionou de forma contínua por vários anos. O nome dos envolvidos não foi divulgado pelas autoridades por conta da Lei de Abuso de Autoridade.
A ofensiva cumpriu mandados de busca em Porto Alegre e Gravataí, resultando na apreensão de documentos e equipamentos que serão analisados para confirmação das provas reunidas até o momento. As apurações indicam a existência de um arranjo que favorecia empresas contratadas pelo Samu por meio do direcionamento de serviços, fraudes em processos licitatórios e recebimento de propina por servidores públicos.
O grupo investigado teria atuado também no superfaturamento de serviços mecânicos, na contratação de motoristas e na locação de veículos para órgãos municipais, com uso de empresas de fachada que mascaravam o real vínculo de servidores com as contratações. A investigação aponta ainda o envolvimento de uma oficina mecânica que concentrava grande parte dos consertos de ambulâncias e viaturas, apesar de haver outras empresas habilitadas.
A análise financeira realizada pelos peritos identificou movimentações suspeitas e saques em espécie feitos logo após pagamentos de contratos públicos, prática compatível com repasses ilícitos. O esquema, segundo a Polícia Civil, teve início em 2015 e se intensificou a partir de 2018, mantendo-se até 2024 com a renovação de contratos e a continuidade das mesmas práticas.














