A Chevrolet prepara o retorno do nome Sonic ao mercado brasileiro, desta vez em um papel completamente diferente daquele exercido pelo hatch importado vendido entre 2012 e 2014. O Chevrolet Sonic 2026 será um SUV compacto de entrada, com produção nacional concentrada no complexo industrial de Gravataí, e chega para disputar espaço em um dos segmentos mais competitivos da indústria automotiva.

O novo modelo será posicionado abaixo do Chevrolet Tracker, com a missão clara de enfrentar rivais diretos como Volkswagen Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian. A chegada às concessionárias é esperada para maio de 2026. Os primeiros teasers oficiais divulgados pela montadora indicam que o Sonic 2026 terá identidade visual fortemente inspirada no Chevrolet Equinox EV.
A traseira traz uma assinatura luminosa em LED quase contínua, interrompida apenas pela gravata preta da marca no centro da tampa do porta-malas. O conjunto reforça a tendência adotada pela Chevrolet de utilizar barras de LED com desenho segmentado e assimétrico, conferindo aspecto mais tecnológico ao veículo.
Na dianteira, o modelo seguirá a nova linguagem global da marca, com conjunto óptico dividido. As luzes diurnas em LED (DRL) ficam posicionadas próximas ao capô, enquanto os faróis principais são integrados ao para-choque. As luzes de neblina também utilizam LED, reforçando o posicionamento mais moderno do SUV.
Do ponto de vista estrutural, o Chevrolet Sonic 2026 será construído sobre a plataforma GEM, a mesma utilizada pelo Chevrolet Onix e pelo Chevrolet Onix Plus. A expectativa é que o SUV mantenha a distância entre-eixos do hatch, em torno de 2,55 metros, estratégia adotada para evitar sobreposição direta com o Tracker, que tem 2,57 metros entre-eixos. A produção ao lado da família Onix também contribui para ganhos de escala e racionalização de custos.
Sob o capô, o Sonic deve aproveitar conjuntos mecânicos já conhecidos do portfólio da GM no Brasil. As informações preliminares apontam para o uso do motor 1.0 turbo flex com injeção direta, o mesmo empregado no Tracker, associado a transmissões manual ou automática. Há ainda a possibilidade de versões mais acessíveis equipadas com o motor 1.0 aspirado do Onix, em uma tentativa de competir diretamente com configurações de entrada do Volkswagen Tera.
No horizonte, a Chevrolet também avalia a adoção de um sistema híbrido leve de 48V (MHEV), que poderá ser incorporado em uma etapa posterior do ciclo de vida do modelo. A solução seria uma resposta direta ao sistema híbrido leve de 12V já oferecido pelo Fiat Pulse, ampliando a eficiência energética e reduzindo emissões.
Em termos de posicionamento de mercado, a expectativa é que o Chevrolet Sonic 2026 tenha preços a partir da faixa dos R$ 100 mil, reforçando a ofensiva da marca no segmento de SUVs compactos de entrada e ampliando a relevância do polo automotivo de Gravataí dentro da estratégia industrial da General Motors no Brasil.













