
O grupo de Mbya Guarani, ligados à família do Karai (líder espiritual) Alexandre Acosta, mantém a ocupação ocorrida na última sexta-feira (17) em uma área de terra, considerada por eles espaço ancestral e espiritual, em Cahoeirinha. A área retomada é o “Mato do Julio”, com mais de 300 hectares de florestas e banhados.
Segundo os Mbya Guarani, a área precisa ser protegida diante do avanço da especulação econômica, especialmente imobiliária, já que está localizada nas margens da BR 290 e faz divisa com o centro da cidade de Cachoeirinha. De acordo com Alexandre Acosta, a retomada, mais do que ocupação territorial, é uma ação guiada por Ñhanderu (Deus) e tem a finalidade de “resguardar, proteger e manter os seres num ambiente de harmonia, diante de tanta exploração e devastação”.
Para os Mbya Guarani, todos os seres são espirituais, precisam ser respeitados e cultivados numa relação integral das pessoas com o ambiente. A regional Sul do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou nota expressando apoio e solidariedade às famílias Mbya Guarani em suas lutas por direitos, em defesa da terra e pela garantia da vida.













