Uma das marcas mais tradicionais do varejo de moda jovem do Rio Grande do Sul deixará de operar com lojas próprias. A Gang anunciou que fechará todas as suas unidades físicas no Estado e passará a funcionar dentro das lojas da Pompéia, em um movimento de reestruturação e integração operacional promovido pelo Grupo Lins Ferrão.
Na prática, as 27 lojas da Gang espalhadas pelo Rio Grande do Sul terão as atividades encerradas gradualmente ao longo dos próximos dois meses. Os pontos atualmente ocupados pela marca serão fechados e, nos casos de imóveis alugados, os contratos deverão ser devolvidos.
A partir da mudança, a Gang passará a operar em formatos conhecidos no varejo como “corner” ou “store in store”, quando uma marca mantém espaços próprios dentro da estrutura de outra operação. Com isso, as coleções da Gang serão comercializadas dentro das cerca de 30 unidades da Pompéia no Estado.
Segundo o grupo, a decisão faz parte de um reposicionamento estratégico diante das transformações no comportamento de consumo do público jovem, especialmente da geração Z, que concentra cada vez mais suas compras nos canais digitais e reduz a dependência de lojas físicas tradicionais.
O e-commerce da marca continuará funcionando normalmente e seguirá como uma das apostas da operação. O grupo também informou que novos formatos de venda ainda estão em estudo.
Criada em 1976, a Gang se consolidou ao longo das últimas décadas como uma das marcas mais populares da moda jovem gaúcha, especialmente nos segmentos de jeanswear, básicos e moda urbana. A empresa passou a integrar o Grupo Lins Ferrão em 2012.
Apesar do fechamento das lojas próprias, a empresa afirma que boa parte dos trabalhadores deverá ser absorvida pela nova estrutura. Atualmente, o grupo possui cerca de 3 mil funcionários, sendo aproximadamente 220 ligados à operação da Gang. Os setores administrativos seguirão funcionando normalmente, enquanto vendedores e equipes das lojas deverão ser incorporados, em sua maioria, às unidades da Pompéia.














