O CTG Chaleira Preta, de Gravataí, que teve um papel fundamental nas enchentes ao abrigar mais de 100 pessoas e atuar como ponto de coleta de mantimentos, será obrigado a encerrar suas atividades ao público até o fim do ano. A decisão resulta de uma ação judicial que cobra uma dívida de R$ 741 mil da entidade.
A informação foi divulgada pelo jornalista Giovani Grizotti. Segundo ele, a ação judicial é de 2002 e se refere a recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LIC). Na época, a dívida era de aproximadamente R$ 51 mil, mas a Procuradoria-Geral do Estado atualizou o valor para R$ 741 mil em fevereiro de 2022.
Os recursos eram destinados à realização de um festival artístico, que nunca ocorreu. O patrão do CTG, Joelci Guimarães, confirmou o cancelamento das atividades, incluindo quatro bailes previstos, mantendo apenas os ensaios das invernadas de dança.
Joelci Guimarães destacou que a entidade não possui recursos para quitar a dívida, contraída antes de sua gestão. Além de seu papel no apoio aos desabrigados, o CTG produziu cerca de 300 marmitas por dia durante as enchentes, e é um dos mais representativos da Região Metropolitana.














