Um vídeo que circulou nas redes sociais nos últimos dias reacendeu em Cachoeirinha as discussões sobre um problema que persiste junto aos postes de energia da cidade: o excesso de fios de redes de telefonia e internet. A fiação é tanta que, não raro, caem sobre as vias. Foi justamente isso que aconteceu no final de janeiro, gerando um acidente com um motociclista na Rua Lídio Batista Soares, na parada 52. Nas imagens, é possível ver a moto se enroscado no fio. O veículo e o motociclista foram parar no chão. Na noite anterior ao acidente, um caminhão que passou pelo local teria terminado de derrubar a fiação que já estava pendurada.
De acordo com o secretário de Infraestrutura e Serviços Urbanos, Emerson dos Santos, o problema é reflexo da má qualidade dos serviços de muitas prestadoras, que não realizam a manutenção desse cabeamento excedente. “As empresas não fazem a retirada dos resíduos de cabos, colocam uns fios por cima dos outros. Além de impactar no visual da cidade, porque muitos postes ficam sobrecarregados dessa fiação, ainda podem oferecer risco para quem circula pelas ruas, como no caso dessa recente queda do motociclista”, opinou. Outro risco é o de curto-circuito, já que o excesso de cabos pode atingir a rede elétrica.
Como as empresas deste ramo são regulamentadas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Santos explicou que o município não tem o poder de aplicar multas por essas práticas, mas indica que empresas do ramo já foram notificadas, além da RGE, responsável pelos postes. A Prefeitura também realizou, no ano passado, duas operações para a retirada desses fios. Em 2023, um mapeamento da Defesa Civil apontou 300 pontos críticos na cidade. Naquele ano, foram retiradas 3,5 mil toneladas de cabos. Outra ação de retirada está sendo programada pela Secretaria para março deste ano.
Desde junho de 2023 uma lei municipal dispõe sobre o alinhamento e a retirada de fios desordenados em postes de energia elétrica de Cachoeirinha. A legislação prevê a fiscalização e um maior controle sobre os chamados fios soltos.
Foto: Secretaria de Infraestrutura e Serviços Urbanos














