
A Brigada Militar (BM) evitou o que era para ser mais uma morte brutal a ser registrada em Gravataí. O modo de atuação para o rapto de um jovem de 17 anos, o local, os envolvidos e os materiais a serem utilizados atestavam para mais um registro sangrento da guerra envolvendo duas facções criminosas em Gravataí, e que recentemente disputam os territórios para a comercialização de drogas na cidade.
A ocorrência começou ainda na tarde desta última sexta-feira (30) quando policiais foram informados da ação de quatro homens em um veículo, que chegaram em uma residência na Rua Vitório Mônego, no bairro Cruzeiro. Se passando por policiais civis, invadiram o imóvel e arrebataram o morador.
A partir disso, policiais começaram uma série de buscas na região para localizar o cativeiro. Não demorou muito para que informações dessem conta da movimentação suspeita de homens em uma casa na Rua Francisco Alves, no bairro Bom Princípio, não muito longe da residência da vítima. Ao avistar as viaturas, os homens que estavam no interior da residência tentaram fugir.
Dois deles, um de 22 e outro de 28, que não tiveram suas identidades reveladas, conseguiram ser capturados. No interior, a vítima, amarrada e com sinais de tortura, mas bem. Durante uma varredura no local, em um dos cômodos, os policiais encontraram uma pistola, carregadores, munições de 9mm e até mesmo de fuzil, que correspondem ao modelo 5.56.
Celulares, uma balança de precisão, algemas e um machado também foram localizados. A polícia suspeita que a ferramenta fosse utilizada para esquartejar a vítima, porém a informação não foi confirmada. O veículo utilizado pelos homens também foi apreendido e era clonado. Os dois homens, com antecedentes por tráfico, roubo e homicídios foram presos e encaminhados ao sistema prisional.













